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Na luta pelo trabalhador com José Luiz Ribeiro
Ana Rízia Caldeira
02/05/2017 14h30
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Foto: Arquivo/JP

Secretário da Sert (Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho), José Luiz Ribeiro levou à Pasta sua experiência em mais de 30 anos na área sindical e de dez anos como vereador em Piracicaba.

Nascido em 10 de novembro de 1960, na cidade de Anhembi, trabalhou durante a infância na roça para ajudar no sustento da numerosa família. Dessa época, guardou um desejo de contribuir para mudar determinadas realidades.

Em 1993, disputou a primeira eleição como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba.

Dez anos depois, alcançou o aprendizado de atuar e se relacionar com os diversos agentes para a Câmara de Vereadores da cidade, onde foi eleito por três mandatos antes da atual função na Pasta.

Diante de um baixo quadro de empregabilidade na cidade e região, Zé Luiz, como é mais conhecido, afirmou nesta entrevista sobre as ferramentas que a Sert investe para proporcionar um melhor desenvolvimentos trabalhista aos munícipes.

Em dois anos à frente do cargo de secretário, quais as metas que o senhor conseguiu alcançar?

Pude colaborar na formação da Comissão de Segurança do Trabalho, bem como na implantação da data-base do funcionalismo público municipal, o que permitiu uma aproximação com o Executivo que também me serviu como experiência para posteriormente atender o convite de assumir a Sert. Chegamos em 2017 com 493 unidades ativas do Banco do Povo Paulista.

O programa Time do Emprego formou 1.063 turmas, com quase 24 mil participantes e 6,1 mil empregados.

O Jovem Cidadão — Meu Primeiro Trabalho inseriu quase 8,8 mil estudantes de escolas públicas no mercado e, o Aprendiz Paulista, mais de 3,5 mil alunos do Centro Paula Souza.

Pelo Programa Estadual de Qualificação (PEQ) passaram mais de 5.000 alunos desde minha entrada na Pasta.

O Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência (Padef ) conseguiu a recolocação de quase 3,2 mil profissionais.

A Frente de Trabalho conseguiu oferecer mais de 2,1 mil vagas.

O programa Trabalho Decente, que coordena a Comissão Estadual, executa a Agenda Estadual de Emprego e Trabalho Decente segue organizando e participando de eventos.

O programa Selo Paulista da Diversidade, também segue com sua divulgação e conscientização por todo o Estado.

Vale ainda citar o Pró-Egresso, que busca a ressocialização daqueles que cometeram erros, mas querem voltar a ter uma vida normal. Emitimos quase 2,3 milhões de Carteiras de Trabalho.

Perto de 4 milhões de trabalhadores requereram o seguro-desemprego via Sert no período e quase 113 mil conseguiram uma colocação pelo nosso serviço de Intermediação de Mão de Obra.

No final de 2016 foi criado o setor de Grandes Contas.

Enfim, o meu compromisso desde o início era usar da melhor forma os recursos financeiros e humanos disponíveis em prol da melhoria de vida do cidadão. Para isso, sempre procurei “tirar” o melhor da equipe e buscar parcerias e bom relacionamento em outras instâncias. Seguimos na luta!

O senhor enfrentou alguma dificuldade no cargo?

Estou à frente da Pasta desde março de 2015.

Diria que temos enfrentado um dos piores momentos da economia brasileira.

Tivemos um enxugamento necessário dos recursos por parte do Governo do Estado, que na medida do possível estamos tentando driblar com o empenho e a criatividade de nossa equipe.

Afinal, o cidadão está extremamente fragilizado pelo desemprego e as incertezas.

Como a secretaria se movimenta para promover a aproximação do trabalhador no mercado de trabalho?

Mantemos nosso compromisso de diálogo com outros órgãos de governo, como os municipais, que geram parcerias para implantação de programas; estaduais, como o Fórum Nacional de Secretários e as visitas constantes que eles nos fazem; e com a União, como a retomada do convênio que vai permitir a melhoria da estrutura dos PATs (Postos de Atendimento ao Trabalhador), que hoje somam 262 unidades em várias partes do Estado).

Temos também um assessor que atua na Assembleia Legislativa, o que facilita a comunicação com os deputados. Recentemente, aliás, passou por aquela casa o projeto de lei do Piso Salarial Paulista, fruto dos estudos da Sert, que beneficia mais de 2,5 milhões de trabalhadores.

O governador sancionou o documento que reajustou em 7,62%, índice superior à inflação de 2016 (6,29%), passando a vigorar a partir de abril e valendo para as duas faixas salariais das categorias regidas por leis estaduais.

Participo ativamente em discussões como as da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe SP) e da Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP), com o intuito de trazer e manter investimentos em nosso Estado.

Mantenho proximidade com empregadores para tentar evitar demissões, gerar emprego e renda, especialmente nos municípios de menor porte, mais afetados pela crise.

Os nossos programas também têm um contato muito próximo com as empresas, em busca de parcerias, geração de vagas e de conscientizar sobre questões como emprego de pessoas com deficiência, jovens, egressos do sistema penitenciário, respeito à diversidade, entre outras ações, conforme mencionado anteriormente.

No aumento dos números de desemprego, a Pasta fornece atividades de desenvolvimento e capacitação para quem não está inserido em algum setor trabalhista?

Oferecemos por meio dos nossos programas, com destaque para o Time do Emprego, com o objetivo de orientar e preparar o trabalhador na busca de um emprego compatível com seus interesses, habilidades e qualificação profissional; o Banco do Povo Paulista, maior programa estadual de microcrédito do Brasil criado para promover geração de emprego e renda, por meio da concessão de microcrédito no desenvolvimento de pequenos empreendimentos; a Frente de Trabalho, que proporciona qualificação profissional e renda para cidadãos que estão desempregados e em situação de alta vulnerabilidade social; e o PEQ (Programa de Qualificação Profissional), lançado para qualificar o aluno e aumentar suas chances de inserção no mercado de trabalho.

Qual a avaliação do senhor quanto à situação de desemprego em Piracicaba e região?

A situação não é fácil, e dizer isso é até chover no molhado! Piracicaba vai, em breve, sediar um Centro Regional da Sert, abrangendo 32 cidades do entorno.

No local vai funcionar a parte administrativa do CR e nele poderão ser ministrados cursos de qualificação dos funcionários dos PATs da região, além de processos seletivos e capacitação dos membros das CMEs (Comissões Municipais do Emprego). Agora, a Secretaria terá um local específico para receber os representantes dos municípios, facilitando as parcerias entre eles e com o Estado, inclusive.

Esse é o fruto de uma parceria entre a Sert e o Poder Executivo de Piracicaba.

O prefeito Barjas Negri, autorizou o secretário municipal de Trabalho e Renda, Evandro Evangelista, a ceder uma área do prédio em que está a Semtre (Secretaria Municipal do Trabalho e Renda) para abrigar esse espaço.

O atendimento a trabalhadores e empregadores desses municípios é aprimorado com essa iniciativa conjunta.

A proximidade facilita o acesso aos programas da Secretaria, dando mais qualidade e agilidade às demandas e atendendo às necessidades reais dos setores da economia local e regional.

Em paralelo, estamos intensificando as conversações com o governo federal para ampliar serviços na região.

De todo modo, independentemente disso, a Secretaria está trabalhando incansavelmente.

Já conseguimos, por exemplo, levar alguns cursos do PEQ para Piracicaba, em fevereiro, o que está em consonância com a orientação dada pelo governador Geraldo Alckmin.

Existe uma previsão de melhora para o futuro? Ela será em curto, médio ou longo prazo?

A crise não pode ser sinônimo de ficar paralisado e o piracicabano entende isso, é um povo batalhador. Melhora virá, mas a médio e longo prazo, pelo que percebemos e os especialistas também têm comentado.

Há sempre a expectativa e, principalmente, a torcida de que no segundo semestre, pelo menos, a inflação baixe e os juros caiam pelo menos um pouco, para que volte a confiança dos investidores e, com ela, algum crescimento.

Temos em Piracicaba fábricas de fazer fábricas, muitas multinacionais, a exportação de açúcar está aquecida e a indústria de máquinas começou uma retomada, ainda que lenta.

Sinto que as empresas instaladas aqui apostam numa melhora e só precisam de um “empurrãozinho” para continuarem dando suas contribuições.

Sempre digo que ações determinantes do Governo do Estado, como concessões de aeroportos e estradas, são sementes para o futuro e que o Governo Federal tem de se mexer com relação à infraestrutura do País, retomar projetos essenciais como o pré-sal e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

 
 
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