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À disposição da arte
Natália Marim
25/06/2018 16h21
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(Claudinho Coradini/JP)
 
Operador de luz, advogado e teólogo, Jorge dos Santos Ferreira da Silva, atual diretor do Teatro do Engenho, é o entrevistado de hoje desta seção Persona do caderno Arraso+. Ele foi administrador do Teatro Municipal Dr. Losso Netto de 1986 a 1988, de 1993 a 1996 e de 1997 a 1999 e trabalha hoje na coordenação das reformas pela qual o espaço, fechado desde fevereiro de 2013, passa. A previsão de reabertura da casa de espetáculos, de acordo com ele, é agosto.
 
Natural de Marília (SP), Silva nasceu em 7 de julho de 1961. É filho primogênito de Antonio Ferreira da Silva, carroceiro, jardineiro, pedreiro, que também trabalhou no Engenho Central e em almoxarifado na Prefeitura de Piracicaba, e de Benedita Costa dos Santos, dona de casa. Tem sete irmãos, sendo quatro homens e três mulheres. A relação dele com Piracicaba teve início com os pais fugindo da seca e fome que assolava o Nordeste, na região denominada Usina Laginha, no Estado de Alagoas. O destino era a Noiva da Colina, por conta dos amigos que tinham na cidade, mas o dinheiro havia acabado e, então, Antonio Silva e Benedita pararam em Marília e foram trabalhar no sítio de uma família japonesa, no cultivo de amendoim. Nesse ínterim, Jorge Silva foi concebido e, como os pais não podiam viajar, esperaram que o filho nascesse. Ao completar dois anos de idade, a criança mudou-se com a família para Piracicaba, fixando residência no bairro Vila Independência. 
 
Bacharel em ciências jurídicas pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) desde 2009 e bacharel em teologia pelo IFC (Instituto de Formação Cristã)/FTSA (Faculdade Teológica Sulamericana) desde 2017, é pai de dois homens e duas mulheres: Danny, 36, consultor de TI (Tecnologia de Informação), Tiago, 34, gerente comercial, Denise, 30, cabeleireira e visagista, e Débora, 28, professora de inglês. É, ainda, avô do Nícolas (5 anos), Giovanna (4 anos) e Arthur (com uma semana de vida). Nesta entrevista, falou sobre a carreira, atuação na Orquestra Educacional de Piracicaba e o envolvimento com as artes em solo piracicabano.
 
Você é músico, operador de luz, advogado e teólogo. Como concilia todas essas funções?
 
Sou alguém que gosta de estar envolvido com as artes musicais e, de forma muito singela, disponibiliza poucos conhecimentos para engrandecer o grupo do qual faço parte, no caso, atualmente, a Orquestra Educacional de Piracicaba, que de forma tão simpática me acolheu. Tocar e cantar em grupo é uma forma de lazer, embora tenha realizado essa atividade para cultuar, principalmente, o cantar em grupo. Faço parte de um octeto masculino denominado Grupo Vocal Celeste Porvir, cujo objetivo é levar uma palavra de esperança, paz e amor a todos aqueles que nos ouvem. Essa questão da operação de luz foi uma coisa interessante que ocorreu na minha vida. Tudo aconteceu quando, em um certo dia, no início da década de 80, era apenas um ajudante de montagem no palco do Teatro Municipal Dr. Losso Netto, e após o término da montagem da iluminação de uma academia de dança da cidade, o então finado Roberto Dihel, meu amigo e padrinho de casamento, coordenador de Ação Cultural, me chamou na sala dele e disse: “pretinho, estamos com um probleminha”. O operador de luz não podia fazer a iluminação do balé à noite. Ele respondeu: “como você sempre ajuda a montar a iluminação, acredito que você tenha condições de operar a mesa”. Subimos até a técnica, eu, Roberto Dihel e a diretora do balé à época, e ficamos a tarde toda passando as “deixas” para o espetáculo que estrearia. O público nem percebeu, mas todos queriam saber quem tinha operado a luz. Foi aí que tomei gosto pela coisa, comecei a estudar e, além de operador de luz, também tornei-me um iluminador. Em 1985, fui convidado pelo professor Newman Simões, produtor do Grupo Seresta, atual Grupo Falando da Vida, para criar a iluminação e operar a luz durante os shows, onde permaneci por 30 anos. Fiz iluminação de várias coreografias para os balés produzidos pelas Academias de Dança de Piracicaba. Atualmente, não tenho me aventurado a “pilotar uma mesa de luz”, devido à evolução da tecnologia que não tive tempo de acompanhar, mas ainda trago a sensibilidade de poder elaborar um bom projeto de luz. Dentre as atividades elencadas, apenas a advocacia exerço de forma profissional — devido ao trabalho no Teatro Municipal Dr. Losso Netto —, com menos frequência, apenas administrando alguns processos e trabalhando em algumas ações com as quais já tinha assumido compromisso. Quanto à teologia, sou cristão protestante de linha reformada, membro da Igreja Presbiteriana do Brasil do Piracicamirim, pastoreada pelo reverendo Sérgio Paulo Nascimento. A teologia permite me aprofundar nas questões bíblicas de forma mais racional, é uma ciência que nos leva a conhecer Deus, não pela emoção, mas pela razão. Permite contribuir com os trabalhos realizados na Igreja, de forma coerente, disciplinada, estudando, lendo, pregando com fundamento na fé reformada e, principalmente, propagando o evangelho de Jesus Cristo, baseado exclusivamente nas escrituras.
 
Você administrou o Teatro Municipal Dr. Losso Netto nas décadas de 1980 e 1990. O local está fechado desde 2013. Quais avanços poderão ser vistos após a reabertura quanto à estrutura e programação?
 
Embora fosse um crítico da construção do fosso para orquestra na Sala José Maria Ferreira, o era por não conhecer a fundo o projeto que envolvia a construção. Quando assumi o Teatro do Engenho, cuja direção até então estava sob o comando de Heloisa Guerrini, que de forma competente e com desenvoltura vinha administrando aquele equipamento cultural, fui designado pela secretária de Ação Cultural e Turismo, Rosângela Camolese, a acompanhar as obras do Losso Netto. Com isso, tive a oportunidade de conhecer bem de perto toda a infraestrutura que envolvia essa construção. Então vi que não se tratava apenas de um “buraco”, como muitas vezes ouvi de pessoas que, assim como eu, por ser desconhecido, critica o objetivo dessas instalações. Foi quando, para minha alegria, verifiquei que, com a construção desse fosso para orquestra, foi possível construir uma plataforma elevatória, um palco móvel, onde poderá, num mesmo dia, em horários diferentes ou em dias consecutivos, um espetáculo após o outro, sem que isso comprometa a logística de montagem de ambos. Quantas vezes tivemos de abrir mão de shows, peças teatrais, espetáculos de dança, shows de humor, porque já havia um espetáculo montado? Com essa inovação, podemos fazer um espetáculo infantil durante o dia, sem que isso comprometa o espetáculo que está montado para se apresentar à noite. Com esse aumento de atividades, serão angariados mais recursos para o FAC (Fundo de Apoio à Cultura), para serem investidos em infraestrutura para os equipamentos culturais e patrocinar projetos culturais, como vem acontecendo. É um equipamento cultural que deve viver em constante manutenção. Um edifício da envergadura do Losso Netto exige uma atenção toda especial, devido à grandiosidade, por isso há necessidade de um olhar cuidadoso para tudo o que envolve sua manutenção, limpeza, segurança, investimento, em equipamentos de som e iluminação. Com o reinício das atividades, que esperamos que possa acontecer já no mês de agosto, haverá um aumento significativo de opções de apresentações das mais diversas manifestações culturais, pois, além do Teatro do Engenho, agora teremos, também, as apresentações que serão realizadas no Teatro Municipal Dr. Losso Netto. Com essas duas casas funcionando, a secretária de Ação Cultural e Turismo já nos pediu uma atenção redobrada na hora de montarmos a agenda cultural, para que espetáculos afins, com públicos afins, não entrem em conflito e acabem dividindo o público, senão, ao invés de somarmos, estaremos dividindo e, com isso, perdemos o município, o artista e a produção. 
 
Como era atuação no teatro, na época?
 
Os tempos eram outros, havia mais produções teatrais de grande porte viajando pelo interior, tais como Calabar, Murro em Ponta de Faca, Caixa de Sombras, Lição de Anatomia, Caixa 2, Trair e Coçar é Só Começar, Gato por Lebre, Cama Redonda Casais Quadrados, Calígula, Dona Flor e Seus Dois Maridos, Gota D’Agua, espetáculos que, muitas vezes, entre técnicos e atores, chegavam a 20 pessoas. Ocorre, que, atualmente, dadas as dificuldades financeiras, são raros os espetáculos que tenham um grande elenco, um grande cenário. Minha atuação não consistia apenas em administrar o teatro, sempre tive um envolvimento na dinâmica do espetáculo, estava sempre junto com a equipe técnica, com a produção, acompanhando as montagens, o andamento das vendas dos ingressos, suprimindo alguma necessidade técnica.
 
Você assumiu a diretoria do Teatro do Engenho em março. Quais são seus planos para os próximos anos de mandato?
 
Embora tenha sido nomeado diretor do Teatro do Engenho, tenho voltado minhas atenções quase de forma integral para o Losso Netto. Em função disso, tenho tido a cooperação da amiga Heloisa Guerrini, de fato a diretora do Losso Netto, na administração das atividades realizadas no Engenho, que vêm dando muito certo. Nos dias de espetáculos, nos revezamos para poder dar atenção às produções e ao público de uma forma geral. Não existe o meu plano, trabalhamos em equipe, sob a coordenação da secretária de Ação Cultural e Turismo. Conversamos sobre tudo e buscamos sempre dentro das possibilidades atender a todos, mantendo uma coerência na programação que sempre vá ao encontro do que espera a comunidade piracicabana. Temos um programador cultural da mais alta competência, o Luiz Gustavo Maluf, que está sempre atento às produções que estão viajando para que Piracicaba não fique fora do corredor de apresentações. Pretendemos que isso, no mínimo, se mantenha.
 
Qual a meta no quesito atividades culturais nos teatros até o fim deste ano?
 
Contribuir para que os dois teatros municipais possam estar funcionando em sintonia, com uma programação que atenda aos anseios de nossa comunidade artística, a todo vapor, e que os amantes das artes possam ter várias opções na hora de decidir o que irá prestigiar.
 
Quais atores e diretores de teatro admira?
 
Não poderia deixar de citar uma pessoa pela qual tenho maior respeito e admiração, o piracicabano, diretor e ator Carlos ABC, além de dois atores piracicabanos que já não estão entre nós, Roberto Azevedo e Francarlos Reis, e falar sobre Paulo Autran, Fúlvio Stefanini, Irene Ravache, Juca de Oliveira, Othon Bastos, Paulo Goulart, Carlos Vereza. Tive um momento inesquecível na minha vida, quando fui levado a São Paulo pelo professor Alceu Marozzi Righetto, que foi o primeiro coordenador de Ação Cultural, o qual, com seu empenho, levou o Teatro Municipal a ser inaugurado em 1978, após 14 anos parado, para participar de uma oficina de teatro com o dramaturgo Augusto Boal, no Teatro Ruth Escobar. O ápice de minha trajetória foi fazer uma figuração no espetáculo protagonizado pela atriz Maria Della Costa, quando esteve em Piracicaba, com a peça Alice que Delícia. Foi inesquecível estar ao lado daquele “monstro do teatro”, pisando no mesmo palco. 
 
Você é o produtor técnico do espetáculo Falando da Vida, tradicional na cidade. Explique, por favor, no que consiste esse projeto.
 
O Grupo Falando da Vida é um projeto criado em 1985 por um grupo de amigos com o objetivo de unir música e a solidariedade. Fazemos, em média, um show por ano. Nos 30 anos de existência, o Falando da Vida arrecadou aproximadamente 350 mil dólares que foram repassados a algumas entidades, como Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba, Escola Passo a Passo, Associação Ilumina, Vaccipi (Voluntários em Ação Contra o Câncer Infantil em Piracicaba), Aliança de Misericórdia e Centro de Reabilitação. Chegamos a ter, em média, 25 músicos no palco, entre instrumentistas e cantore(a)s, como também profissionais liberais que não têm a música como profissão, mas que emprestam seu talento em prol das artes e dos menos favorecidos.
 
Você foi um dos idealizadores da produção da Paixão de Cristo, atuando como operador de luz...
 
Em 1992, assisti a peça em pé, com uma corda que separava a plateia, uns palquinhos e meia dúzia de holofotes pendurados em postes de ferro instalados pela Secretaria de Obras e os demais esparramados pelo chão, a iluminar os atores que, com garra, se desdobravam para poder desbravar aqueles montes que compunham o cenário no Parque do Engenho Central. Nesse ano, a direção era de João Prata, com o qual já tinha visto vários trabalhos. A situação era tão precária que a movimentação das luzes era feita com disjuntores fixados numa tábua que ligavam e desligavam os refletores. Quando vi aquele cenário, a movimentação que o diretor Prata havia conseguido visualizar, ocupando os espaços mais nobres, pensei comigo: “isso merece um pouco mais de profissionalismo”. Foi quando, após o espetáculo, perguntei ao diretor Prata se no próximo ano ele me deixaria “fazer a luz”, o que concordou. Pensava em usar a mesma estrutura precária que já era oferecida, sem nenhum recurso de teatro, para adaptá-la ao espetáculo ao ar livre. O que eu não imaginava é que, no ano seguinte, o professor Newman Simões estaria secretário de Cultura e eu, a seu convite, estaria diretor do Teatro Municipal Dr. Losso Netto. Como tínhamos a mesma opinião sobre a Paixão de Cristo, foi possível oferecer uma estrutura melhor ao grupo. Então, nesse ano, 1993, juntamente com toda a equipe técnica do Losso Netto, levamos o equipamento de iluminação do Losso Netto para o Engenho Central e montamos uma iluminação “nunca antes vista na história da Paixão de Cristo”, em Piracicaba. Foi um sucesso. E então, nos anos seguintes, continuei, pessoalmente, colaborando com o Grupo Guarantã, na montagem do que se desenha até os dias de hoje.
 
Você também é membro da Orquestra Educacional de Piracicaba. Como iniciou no mundo da música?
 
Amo soprar meu trompete. Comecei na Guarda Mirim de Piracicaba, sob os ensinamentos do saudoso maestro Romeu Pitoli. Sempre quis tocar trompete, mas, como faltava trombone na banda, tive que estudar trombone por livre e espontânea pressão (risos). Toquei na banda da Igreja Assembleia de Deus, tive aulas de trombone de vara com o maestro Ernst Mahle, mas, quando pude decidir por mim mesmo, comecei a estudar trompete com o maestro Pitoli em sua casa em Rio Claro (SP). Foi assim que tudo começou. Como todo mundo que não tem a música como profissão, deixei de tocar. Quando conheci a Orquestra Educacional de Piracicaba, há mais ou menos uns três anos, me senti incentivado a retomar à música, devido à pedagogia adotada pelo maestro Ivan Bueno, inclusão musical de todos os que, num determinado momento da vida, embora gostando de música, tiveram de abandoná-la, por uma razão qualquer, e que agora têm a oportunidade de participar de um grupo no qual todos têm a mesma chance de tocar, independente do seu conhecimento técnico, e ainda poder se aprimorar.
 
Na sua opinião, o Brasil investe em cultura como deveria?
 
Na minha visão, o Brasil não investe em cultura da forma como creio que deveria ser, pois cultura é aprendizado, deve começar com a criança sendo incentivada a estudar música, teatro, dança, principalmente nas escolas públicas. O que vejo acontecer no Brasil é o investimento em coisas prontas, por exemplo, incentivos fiscais para turnê de um show, de um espetáculo teatral, exposições. Já tivemos experiência de ver incentivos fiscais até para desfile de modas. É claro que isso é válido, mas precisamos ter recursos investidos nas escolas, com infraestrutura para teatro, música, dança, literatura, pintura, tudo isso fazendo parte da grade curricular. Ao meu ver, tudo tem que começar na base, na escola, e quando digo escola, não é no fundamental, não, já deveria ter um investimento maciço no maternal. As escolas particulares já o fazem sem que isso tenha qualquer incentivo fiscal do Estado.
 
Qual sua visão sobre as manifestações culturais em Piracicaba?
 
Piracicaba é um celeiro de artistas, temos o privilégio de termos representações em todas as suas modalidades: literatura, música, dança, teatro, artes plásticas. Não é por acaso que é chamada de Atenas paulista e Florença brasileira devido à importância que muitos artistas que realizaram trabalhos em Piracicaba e também alguns nascidos na cidade receberam no cenário artístico nacional e internacional. Acompanho a cultura institucional de Piracicaba há 40 anos, nunca vi tanta manifestação cultural sendo apoiada pelo Poder Público, em particular pela SemacTur, como nos últimos 13 anos. Apesar de toda crise financeira que assola o país, Piracicaba não tem se deixado esmorecer, haja vista a quantidade de participantes dos projetos que envolvem a movimentação cultural, nas modalidades dança, teatro, música, artesanato, pintura, que estão na sua maioria nos bairros periféricos atendendo o anseio da comunidade. Temos, em Piracicaba, atualmente, quatro orquestras sinfônicas, que, tendo subsídios ou não do município, desenvolvem suas atividades e seus projetos levando o melhor da música para o público piracicabano. Partindo para um outro segmento, temos o cururu, o repente, o sertanejo raiz, que uma vez por mês podemos conferir nas apresentações do evento Noite das Tradições, promovidas pelo Fabinho Monteiro no Largo dos Pescadores, e ainda as divas que encontramos nos palcos piracicabanos, nos espaços oferecidos pelos bares noturnos, as impecáveis apresentações das cantoras Pa Moreno, Aninha, Aline, Julia Simões, Wana Narval, sem deixar de lembrar das irretocáveis apresentações e os belíssimos concertos da pianista Cecília Bellato. Temos um príncipe na poesia, Lino Vitti, um poeta andante, Ezio Pezzato. Existem escritores consagrados pelas suas obras, colocando Piracicaba em destaque no cenário nacional, o incomparável conhecedor de nosso cultura caipira, o escritor Cecílio Elias Netto, a escritora e historiadora Marly Perecin, bem como o professor, jornalista e historiador Noedi Monteiro, cujas páginas desse matutino seriam poucas para elencar tantas mentes brilhantes que já fizeram parte de nossa cultura literária. No teatro, a atuação do Grupo Andaime, com o impecável espetáculo Lugar Onde o Peixe Para, da Ceta (Companhia Estável de Teatro), com o espetáculo 1492. Grupo Tea-Ato, com o espetáculo As Três Marias em busca do Ponto G. E na dança, a luta incansável das Academias de Dança de Piracicaba para propagar a arte. Agora temos a satisfação de ter, no organograma da SemacTur, a premiada Cedan (Companhia Estável de Dança de Piracicaba). Se fosse elencar os feitos culturais realizados por nossos artistas, seja como pessoa física ou jurídica, seria necessário um livro, pois se tem uma coisa que Piracicaba tem à vontade é gente fazendo arte, em todas as suas modalidades. Portanto, nossas manifestações culturais vão muito bem, obrigado!
 
 
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