Pesquisa da Apeoesp traça mapa da violência

Dados apontam que tem aumentado os casos nas escolas. (Foto: Divulgação)

Uma esquisa divulgada ontem pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), aponta que a violência nas escolas públicas do Estado de São Paulo tem aumentado. De acordo com o levantamento, cerca de cinco em cada dez professores da rede (54%) já sofreram algum tipo de violência nas dependências das escolas em que lecionam – esse número era de 51% em 2017 e de 44% em 2014).

Já entre estudantes, 37% declararam na pesquisa ter sofrido algum tipo de violência, contra 28% e 39%, respectivamente, nos anos de 2014 e 2017, quando a pesquisa também foi realizada.  O Governo do Estado emitiu nota informando que a pesquisa não tem credibilidade, ‘pois possui interesses políticos partidários’.

A pesquisa, encomendada pela Apeoesp, foi realizada pelo Instituto Locomotiva e ouviu mil estudantes e 701 professores em todo o Estado de São Paulo, entre setembro e outubro deste ano. Além disso, o estudo ainda entrevistou 1.516 pessoas em todo o país sobre os mesmos temas.

A divulgação da pesquisa pelo presidente do Instituto, Renato Meirelles, foi acompanhada pela presidente da Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel (PT) e, segundo a entidade, tem o objetivo de monitorar a percepção sobre a qualidade da educação, a segurança nas escolas e outros temas relevantes para a educação pública.

Os casos de violência mais citados são diferentes entre os professores e os alunos: para quem ensina, a maioria dos casos diz respeito à agressão verbal, enquanto os estudantes citam o bullying como principal vetor da violência. Na comparação com a onda passada, os tipos de violência que mais cresceram foram Bullying (62% dos estudantes e 70% dos professores relataram casos em suas escolas) e discriminação (35% dos estudantes e 54% souberam de casos em suas escolas).

Para a Professora Bebel, “os números demonstram que o Estado não tem uma política para prevenir e reduzir o índice de violência nas escolas paulistas. Sei que não há condições de zerar essas ocorrências, mas é necessário que a Secretaria da Educação tome medidas para que esse assunto seja debatido nas unidades escolares”

A Secretaria da Educação do Estado disse que a maioria dos dirigentes da Apeoesp é ligada ao PT. “A própria presidente, inclusive, é filiada ao Partido dos Trabalhadores, informou em nota.

Além de ouvir somente 1.000 estudantes nas escolas estaduais, o que corresponde a ínfimos 0,028% dos 3,5 milhões de alunos da rede, induz respostas que só dão margem ao que a Apeoesp deseja legitimar”, classificou.

Segundo a pasta, o mesmo acontece com as supostas entrevistas feitas com professores por telefone. A análise afirma ter escutado 701 professores por telefone. Hoje há cerca de 190 mil docentes, com diferentes características.

Beto Silva

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