Pesquisa mostra insatisfação de piracicabanos com asfalto

Levantamento registrou o pior indicador dos últimos 3 anos, saindo de 487 pontos (2017) para 416 (2019) nos pontos do Indsat. (foto: Amanda Vieira/JP)

A qualidade do asfalto de Piracicaba foi classificada com baixo grau de satisfação no 1º trimestre de 2019. A pavimentação recebeu 416 pontos, menor índice já registrado pela Indsat (Índice de Satisfação dos Serviços Públicos), instituto responsável pela pesquisa.

Piracicaba começou a fazer parte da cobertura trimestral do Indsat no último trimestre de 2017, levantamento em que o asfalto havia registrado 482 pontos pela escala.

Em 2018, os índices praticamente se estabilizaram, variando entre 473 e 487 pontos nos três primeiros levantamentos. O ano fechou com 422 pontos. Até então, esse havia sido o menor índice registrado. Com mais uma queda na satisfação, o asfalto começou 2019 com o pior resultado.

Dos 16 serviços públicos analisados em Piracicaba, a qualidade do asfalto é o pior avaliado. O segmento está atrás de outras áreas como Educação, Transporte, Segurança, Cultura e Saúde, por exemplo.

A pesquisa também mostra que moradores com idades entre 31 e 50 anos são os menos satisfeitos com o asfalto da cidade. Ao levar em conta somente a escolaridade dos entrevistados, a satisfação é menor entre pessoas com Ensino Médio.

O índice de satisfação é calculado a partir de uma metodologia exclusiva de classificação, que se baseia nos critérios avaliativos de “ótimo”, “bom”, “regular”, “ruim” e “péssimo”. Em Piracicaba, 400 moradores foram entrevistados.

O asfalto recebeu 12% de “ótimo” e “bom”, 20% de “regular” e 68% de “ruim” e “péssimo”. “A pesquisa reflete apenas a opinião dos moradores em relação a qualidade dos serviços prestados”, como destaca o diretor de planejamento da Indsat, Paulo Ricardo Gomes.

A assessoria de imprensa da prefeitura informou que em 2012 foi feita uma pesquisa sobre a idade do asfalto na cidade. Segundo o estudo, a vida útil do pavimento, em sua maioria, está vencida, isto é, a composição dos materiais da camada asfáltica já não corresponde com os requisitos básicos da norma.

Além disso, é necessário destacar que o fluxo constante de veículos acelera o processo de desgaste do asfalto pelo processo de fadiga. São mais de 400 mil veículos rodando pela cidade. Também vale lembrar o trabalho constante da Administração para melhorar a acessibilidade. Até 2004, havia bairros inteiros, como Monte Rey, Mário Dedini, sem asfalto”, informou.

Beto Silva
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