Pets também podem ser doadores

A disponibilidade de doações pode ser a definição de vida ou morte para um animal. (foto: Amanda Vieira/JP)

A importância da doação de sangue grande parte das pessoas conhece, mas você já imaginou que os animais também têm a mesma necessidade? Ninguém está livre de sofrer um acidente ou uma doença grave e, por causa desses fatos, precisar de uma transfusão de sangue – com os pets não é diferente.

Os bancos de sangue dos hemonúcleos e hemocentros humanos sofrem muito com a falta de doadores, principalmente no inverno, então imagine a dificuldade em conseguir sangue para os animais. Por conta disso, é importante que você conheça sobre o procedimento e que, se compatível com as exigências, o seu pet se torne um doador.

Luana Sartori, explica quais animais podem ser doadores. “O processo de doação de sangue para os pets dura cerca de 15 minutos e não possui contra-indicação. Um cão doador precisa ter mais de 30 quilos, ser vacinado e ter idade entre um e oito anos”, explica.

Animais com histórico de doenças infecciosas ou que já tenham recebido transfusão não podem doar. Os gatos não ficam de fora da doação, já que os felinos também podem salvar vidas. “Gatos doadores precisam pesar no mínimo 4kg e ter entre um e sete anos. Os animais devem ter temperamento calmo, estar com controle de pulgas e serem dóceis”, esclarece a especialista.

A TRANSFUSÃO

Todo animal possui uma tipagem e um fator tipo RH – os gatos contam com três tipos sanguíneos e os cães possuem 13. A transfusão precisa ser feita entre pets de mesma espécie, mas a raça não conta na escolha.

De acordo com a veterinária, as vítimas de atropelamentos, picadas de cobras, intoxicações, problemas renais e no pâncreas são as que mais necessitam de doação. “É fundamental que os tutores se informem sobre esse procedimento e contribuem para que possamos salvar mais vidas”, alerta.

A COLETA

A falta de doações, em grande parte das vezes, está ligada à ideia de dor e sofrimento para o doador, mas não é bem assim que acontece. De acordo com Telma Paparotto, veterinária e responsável técnica laboratorial, todo o processo é feito com muito cuidado para causar o mínimo de estresse ou dor ao animal.

“Normalmente, os animais não reclamam. Buscamos a melhor posição, sem ficar segurando o animal para não estressá-lo”, afirma. “A dor é a mesma de tirar sangue e, se o animal reclamar, paramos o processo ali mesmo”.

A veterinária Luana ressalta que doar sangue é salvar vidas. “Estamos falando de salvar vidas de fato, visto que a falta de bolsas de sangue nos hospitais é fator decisivo na vida ou morte de um animal que precisa de ajuda”, diz.

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Adotar é o Bicho!

O Jornal de Piracicaba, em parceria com entidades protetoras da cidade, promove a campanha “Adotar é o Bicho”, que tem o objetivo de dar visibilidade a gatos e cachorros que buscam um novo lar.

Para conhecer os animais disponíveis acesse o site: www.jornaldepiracicaba.com.br/adotar-e-o-bicho.

Mariana Requena
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