Piracicaba está entre as que mais consome artigos para casa e decoração, aponta ranking nacional da ABCasa

A cidade de Piracicaba é a 13ª maior do estado de São Paulo no ranking e a 46º do Brasil (Crédito: Christa Grover/Pexels)

Pelo segundo ano consecutivo, a ABCasa (Associação Brasileira de Artigos para Casa, Decoração, Presentes, Utilidades Domésticas, Festas e Flores) e o Instituto IEMI Inteligência de Mercado fizeram um levantamento que enumera as cidades com maior nível de consumo do varejo de artigos para casa e decoração. Piracicaba novamente se destacou, subindo da 49ª posição em 2017 para o 46º posto em 2018, consolidando-se entre as 50 mais bem colocadas no ranking.

A contribuição de Piracicaba no mapa geral de consumo do último ano foi de 0,27%, ante 0,25% em 2017. Entre as classes sociais, se destacam B1 e B2, respectivamente com 0,37% e 0,36% de participação.

A cidade é a 13ª maior do estado de São Paulo no ranking, ficando atrás da capital, Campinas, Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santo André, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Osasco, Santos, Sorocaba, Jundiaí e São José do Rio Preto. Ao mesmo tempo, ficou à frente de municípios como Bauru (52ª), Mogi das Cruzes (53ª) e Barueri (60ª), além de diversas capitais de outros estados.

No país, em 2018, as vendas do varejo tiveram um crescimento de 16,3% em relação ao ano anterior – o setor movimentou R$ 62,9 bilhões, contra R$ 54 bilhões em 2017.

Uma grande novidade da pesquisa foi a incorporação do setor têxtil (casa, mesa e banho). Dessa forma, foram registrados ganhos em praticamente todos os indicadores analisados, a começar pela produção: o novo setor acrescentou R$ 11,4 bilhões ao valor representado pelas áreas abrangidas pela ABCasa. Além disso, as vendas no varejo tiveram um ganho de R$ 18,4 bilhões, totalizando R$ 81,3 bilhões.

No ano passado, a produção de artigos para casa e decoração apresentou um crescimento de 8%, passando de aproximadamente R$ 24 bilhões para R$ 25,7 bilhões. Tal resultado foi possível graças às 20 mil unidades produtoras existentes no país. Contudo, por conta da crise econômica, houve uma redução de 2,9% no número de unidades produtoras.

De acordo com o levantamento, no entanto, existe uma indicação de que o setor vem melhorando seus níveis de produtividade e eficiência, seja pela adoção de melhorias no processo produtivo, novas tecnologias e até mesmo um aumento no valor agregado dos produtos relacionados à casa e decoração.

Em relação à cadeia de escoamento desses produtos até o consumidor final, foi registrada uma queda de 1,4% no número de atacadistas do setor. Com a inclusão de cama, mesa e banho, o crescimento fica em 0,4%. Quanto ao número de pontos de venda do varejo total, o setor apresentou uma contração de 2,3%. Com os novos segmentos, os números crescem 7%.

No geral, a mão de obra empregada no varejo manteve-se no patamar dos 2,2 milhões de funcionários. O varejo não especializado teve um acréscimo de 100 mil postos de trabalho, apresentando um crescimento de 6,7% entre 2017 e 2018.

Em relação ao comércio exterior, o setor teve um crescimento de 20% das importações, passando de US$ 1 bilhão em 2017 para US$ 1,2 bilhão em 2018. Em relação às exportações, também apresentaram crescimento de 8,1%, passando de US$ 872 milhões para US$ 943 milhões. Com a entrada do setor de casa, mesa e banho, houve um acréscimo de US$ 200 milhões em importações e US$ 47,1 milhões em exportações.

Da Redação