Piracicaba gera 219 vagas em janeiro e mantém recuperação dos empregos

Piracicaba registrou um saldo positivo de 219 empregos em janeiro deste ano. Esse saldo foi a diferença entre as 3.466 admissões e 3.247 demissões registradas mês passado. Foi o que apontou o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), divulgado ontem. Mas o desempenho foi bem melhor do que em janeiro do passado passado, quando a cidade registrou um saldo negativo de 75 vagas. 
 
Para o economista e professor universitário Francisco Constantino Crocomo, coordenador do Banco de Dados Socioeconômicos do curso de Ciências Econômicas da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), os números indicam a recuperação lenta e gradual na geração de empregos formais, com carteira assinada no município.
 
Segundo Crocomo, o setor que mais contribuiu para o bom desempenho foi o da indústria de transformação,como Caterpillar, Dedini, Case, Hyundai, metalmecânica e alimentícia. Foram geradas 299 vagas em janeiro pela indústria. Esse setor é o que mais dinamiza a economia e que paga os salários mais altos, informou o economista. “Estamos tendo recuperação no emprego da indústria”, avalia Crocomo. 
 
Pela ordem, o setor de serviços gerou 168 vagas em janeiro (diferença entre 1.277 admissões e 1.109 demissões); o setor da construção civil, 57 vagas (diferença entre 354 admissões e 297 desligamentos); administração pública, 29 (57 admissões e 28 desligamentos); serviços industriais de utilidade púbica, 2 (13 admissões e 11 desligamentos). Crocomo avaliou que a construção civil se recupera e também contribuiu para que o saldo fosse positivo em janeiro. Acredita que o setor de serviços registrou bom desempenho por conta de contratações de temporários, como de vigias, porteiros, faxineiros, entre outros. 
 
Na contramão, o comércio foi o que teve o maior saldo negativo, 291 (diferença entre as 906 admissões e 1.1197 demissões), seguido da agropecuária, com saldo negativo de 45 vagas (21 admissões e 66 demissões). Em dezembro, o saldo já havia sido negativo no comércio, mas Crocomo avalia que são os efeitos sazonais, pela dispensa dos contratados em caráter temporário. O mesmo ocorreu no setor agropecuário. 
 
O presidente da Acipi, Paulo Roberto Checoli, disse que esse saldo negativo do comércio em janeiro é reflexo da demissão dos empregados temporários do final de ano, mas, pondera, nos últimos 12 meses, o saldo do comércio foi positivo, com geração de 421 vagas. “O que alavancou o bom número de admissões durante o ano foi a indústria de transformação, ou seja, já é um reflexo da melhoria da nossa economia”, afirmou Checoli.