Piracicaba gera 300 novos empregos na indústria em janeiro

“Já conseguimos respirar”. Foi com essa frase que o gerente regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) Piracicaba, Homero Scarso, ao indicar que a empregabilidade industrial, para o mês de janeiro, foi a melhor dos últimos seis anos. Segundo a entidade, o primeiro mês do ano fechou com 300 novas vagas, um indicador 0,66% maior que o do mesmo período do ano passado. Representatividade igual aconteceu somente no ano de 2011, anterior a crise, quando o crescimento foi de 0,95%.
 
De acordo com o representante do Ciesp, o resultado vem se mantendo positivo em função da exportação. Os segmentos que colaboraram para o bom indicador foram os setores de produtos têxteis (3,8%), veículos automotores e autopeças (0,35%), produtos alimentícios (0,07%) e máquinas e equipamentos (0,28%). “A demanda nestes segmentos estão aquecidas e devem permanecer assim. Quem já tinha que se preparar para este ‘boom’ nos pedidos já o fez com pelo menos 60 dias de antecedência, o que vemos agora já são novas contratações para uma demanda futura. O empresário destes segmentos estão empolgados”, disse Scarso.
 
No levantamento divulgado pelo Ciesp, o acumulado dos últimos 12 meses, Piracicaba está positivo em 2,3%, com a criação de 1.000 novas vagas de trabalho, permanecendo na 16ª colocação entre as 35 diretorias regionais, porém sendo destaque, subindo uma posição em relação ao mês de dezembro, quando teve o quinto melhor desempenho. Em janeiro, a regional ficou em quarto lugar com um crescimento de 2,3%, atrás somente de Limeira (5,43%), Mogi das Cruzes (4,84%) e Araraquara (3,27%).
 
Para Scarso, a tendência é para um primeiro trimestre positivo, após cinco anos. “Estamos otimistas. Normalmente o mês de fevereiro tem poucas demissões, por isso acreditamos que ainda fecharemos o bimestre positivo. Como em março temos o início da safra, as contratações tendem a aumentar”, afirmou.
 
Além disso, o gerente regional do Ciesp enfatizou que alguns setores já aguardam o crescimento “pós-Carnaval”. “Agora é o momento de o mercado interno dar uma melhora, com a retomada da construção civil e também mostrar avanços na empregabilidade. Quem ainda aguarda melhora é o segmento de produtos metal, exceto máquinas e equipamentos, já que estes dependem diretamente do mercado interno para seu crescimento.”
 
Sobre a política, Homero se mostrou apreensivo. “Sem a reforma da Previdência, o investidor não aparece. Essa iniciativa postergando-se, faz com que a recuperação do setor seja cada vez mais lenta.”