Piracicaba registra aumento de medidas protetivas em 2019

Patrulha Maria da Penha monitora as vítimas 24 horas. A comandante da Guarda Civil, Lucineide Aparecida Maciel, disse que ainda há muito o que ser feito para coibir a violência contra a mulher, mas houve avanços nesses 13 anos. (foto: Amanda Vieira/JP)

A Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil de Piracicaba, implantada para proteção da mulher vítima de violência doméstica, já atendeu 930 medidas protetivas desde que foi implantada, em maio de 2017. Nesse período, foram realizadas 24.247 rondas e 33 prisões em flagrante dos agressores que descumpriram as medidas. Amanhã, 7/08, a Lei Maria da Penha (Lei federal 11.340/2006 ), que deu origem à Patrulha, completa 13 anos.

A comandante da Guarda Civil, Lucineide Aparecida Maciel, disse que ainda há muito o que ser feito para coibir a violência contra a mulher, mas houve avanços nesses 13 anos. “Tivemos a criação de novas leis, com penas mais duras, como no feminicídio, e a criminalização do descumprimento da medida protetiva. A sociedade tem levantado o debate sobre o tema da violência contra a mulher, divulgando informações, serviços que auxiliam a vítima, mas, ainda temos muitos desafios pela frente”, declara.

A equipe da Patrulha Maria da Penha monitora as vítimas 24 horas, em horários e dias diferentes. A ronda dos patrulheiros consiste em evitar que os agressores descumpram as medidas protetivas. Os guardas-civis, antes de ingressarem nesse grupamento, receberam treinamentos específicos para o trabalho.

A Guarda Civil se juntou aos serviços dedicados especialmente às mulheres em Piracicaba, que são o Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (CRAM), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Conselho Municipal da Mulher e também à Delegacia de Defesa da Mulher.

De acordo com a comandante, houve aumento do número de medidas protetivas no ano de 2019, o que demonstra que as Campanhas de Conscientização de combate à violência contra a mulher e palestras da Patrulha, em empresas, escolas e comunidades, tem aumentado consideravelmente a confiança das mulheres.

 

Da Redação