Piracicaba tem dois novos casos de dengue por dia

Programa Municipal de Combate pede que população fique atenta aos cuidados em casa (Foto: Claudinho Coradini/JP) Programa Municipal de Combate pede que população fique atenta aos cuidados em casa (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A Secretaria de Saúde de Piracicaba tem registrado, desde o início do ano, dois novos casos de dengue por dia na cidade. De acordo com a pasta, até a semana passada eram 226 casos positivos da doença. Os números atuais contrastam com o total do ano passado. Em 2018, Piracicaba registrou 13 pessoas infectadas pelo vírus da dengue.

Para o coordenador do PMCA (Programa Municipal de Combate ao Aedes), Sebastião Amaral Campos, os fatores climáticos têm influência direta no comportamento da doença. O excesso de chuvas e as altas temperaturas são ideais para a proliferação do Aedes aegypti – mosquito transmissor da dengue. “Com relação ao ano passado, houve um aumento das chuvas. A tendência é que a partir de abril as temperaturas caem e as chuvas diminuem”, afirmou.

Com o aumento dos números da doença, aumentam as ações de controle e combate à proliferação do mosquito. Segundo Campos, para cada caso confirmado, é feito um bloqueio na região do imóvel. “Fazemos a retirada de criadouros, aplicação de larvicida e nebulização, sempre seguindo as especificações da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias)”, explicou.

POPULAÇÃO

Se o Poder Público se mobiliza e intensifica as ações de combate à doença com o aumento do número dos casos, por outro lado, parte da população ainda “deixa a desejar”, conforme observa o coordenador. Campos citou o caso de um morador do bairro Algodoal, que estava com a doença e acumulava água de chuva sem os mínimos cuidados. “A quantidade de água acumulada era suficiente para que todo o bairro fosse infectado”, contou. Para contornar a resistência de moradores como o citado por Campos, a Secretaria de Saúde conta com legislação que garante a entrada nas casas, mesmo com recusa e ausência de morador.

Segundo ele, em 20% dos casos, o morador é autuado com multa de cerca de R$ 1.000. Já em caso de imóveis fechados, por ano são entre 50 a 60 chamadas de chaveiros para que o imóvel seja aberto e as inspeções realizadas. “Temos a lei que nos garante trabalhar”, afirmou.
Ainda dentro das ações realizadas pelas equipes de combate a dengue estão os mutirões. Aos sábados, as equipes trabalham nos bairros e às quintas-feiras nos PSF (Programa Saúde da Família). Nas ações, a população é orientada sobre os cuidados e os criadouros são recolhidos por caminhões da prefeitura.

Beto Silva