Piracicaba ultrapassa a marca de 400 mil habitantes

Piracicaba Piracicaba é a oitava cidade mais populosa do Estado, segundo IBGE. (Foto: Claudinho Coradini /JP)

A população de Piracicaba ultrapassou a marca de 400 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada ontem. Com a atualização dos dados, o município saltou da 17ª posição para a 16ª, em relação ao Censo de 2010, que apontava a cidade com 364.571 pessoas. Na estimativa divulgada em 2017, a projeção indicava Piracicaba com 397.322 habitantes. Pelo levantamento divulgado ontem, a população de Piracicaba chegou a 400.949 habitantes.

Os números apontam que a cidade é a oitava mais populosa do Estado, fora da Grande São Paulo, atrás apenas de Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Sorocaba, São José do Rio Preto, Santos e Jundiaí.

O prefeito Barjas Negri (PSDB) afirmou que a divulgação do dado significa a consolidação de Piracicaba como uma cidade de porte médio. Segundo o prefeito, a expectativa era a de que a cidade chegasse aos 400 mil habitantes em 2020. “Aconteceu antes e aumentam os desafios, uma vez que a complexidade dos problemas de uma cidade com mais de 400 mil habitantes é maior”.
Entre 2010 e 2018, o município viu a população aumentar em média 4.000 habitantes ao ano. Barjas diz que a prefeitura já trabalha para planejar a próxima década. A projeção, explica ele, indica que a taxa de crescimento seja muito pequena daqui para frente em todo o Brasil, especialmente na região Centro-Sul, da qual o Estado de São Paulo faz parte. O prefeito afirma haver estudos que apontam que, entre 2040 e 2050, a população estagne, ou seja, pare de aumentar.

Barjas lembrou dos boatos propagados, há cerca de uma década, por alarmistas que falavam em explosão demográfica e em crescimento desordenado, em razão da checada de grandes indústrias como a Hyundai ao município, mas as previsões não se confirmaram.

O diminuição no ritmo de crescimento esperada para os próximos anos é, na avaliação de Barjas, “boa para organizar os serviços”. Nos últimos anos, a receita per capita de Piracicaba diminuiu em virtude da forte crise econômica atravessada pelo País. O crescimento desse indicador depende do dinamismo da economia. Grande parte da receita de Piracicaba, diz Barjas, vem do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e do ISS (Imposto Sobre Serviços).

Caso a economia volte ao ritmo anterior à crise e a projeção de crescimento populacional pequeno se confirme, a tendência é que a receita per capita do município aumente. Barjas espera que, depois das próximas eleições, a economia do país tome um novo rumo e o Brasil retome volte a crescer em taxas significativas.

(Rodrigo Guadagnim )