Piracicabano conquista título e alcança 70 vitórias na carreira

Gustavo Piacentini é campeão do Ichiban Kickboxing, categoria K1 (62,3 kg). A conquista foi alcançada em Mogi das Cruzes, cidade-sede para a competição realizada na última semana. O lutador piracicabano venceu as três lutas que fez no torneio por decisão unânime da arbitragem. Após o resultado, Piacentini aguarda a confirmação para participar de um evento profissional na Holanda.
 
Com 78 lutas e 70 vitórias na carreira construída no kickboxing, o piracicabano é o atual campeão brasileiro e pan-americano, mas garante: ainda não atingiu o seu limite na modalidade esportiva.
 
“Fiquei muito feliz pelo resultado. Os números são positivos, mas acredito que as vitórias são resultados de semanas e meses de dedicação e empenho, algo que nunca faltou nestes anos em que venho construindo minha carreira. Eu sinto que posso evoluir ainda mais. Não acho que tenha atingido o auge, quero me desafiar mais. Apesar do retrospecto muito bom, posso e vou buscar evoluir mais”, disse o atleta, que tem como preparador físico o professor Bilico Carvalho, e conta com o auxílio dos treinadores Gustavo Zandoval, Marcos Ribeiro e Wilson Teodoro.
 
Segundo Piacentini, o trabalho realizado pela equipe multidisciplinar foi fundamental para iniciar o ano com o pé direito em Mogi das Cruzes. “A preparação foi excelente. Não senti a falta de ritmo, dominei bem as três lutas. Nós não estamos acostumados a disputar um evento de alto nível logo no começo do ano, mas pude lidar bem com essa situação”, contou o lutador.
 
O imprevisto veio na semifinal, quando o piracicabano sofreu uma contusão no cotovelo direito. Após passar pelos médicos, ele decidiu lutar e provou mais uma vez porque é o nome a ser batido na categoria. “Isso (contusão) limitou o meu jogo, mas a estratégia funcionou e consegui ficar com o título na final”, completou.
 
 
RENOVADO — Ao contrário de 2017, quando o esporte local enfrentou crise financeira pela entrada em vigor do marco regulatório do terceiro setor e o congelamento da verba repassada anualmente pela Selam (Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras), o que deixou os atletas sem salário, Piacentini espera colher bons frutos neste ano.
 
“A possibilidade de lutar no exterior motiva e, além disso, começar o ano ganhando é sempre importante. O que aconteceu em 2017 não foi suficiente para diminuir nossa força. O ritmo do trabalho foi o mesmo e, agora, o planejamento é subir ainda mais o nível até o final da temporada”, afirmou.
 
“Nós sabemos como 2017 foi complicado e superamos as dificuldades. Não foi fácil, alguns atletas desistiram pela falta de incentivo, mas decidimos continuar. O evento na Holanda renova a minha motivação, sim, mas eu nunca deposito esperanças em coisas que ainda não estão concretizadas. No entanto, o fato de abrir as portas para ter uma experiência no exterior me dá uma visão nova, um ânimo a mais para continuar me esforçando ao longo da temporada”, finalizou Piacentini. O lutador conta com apoio da academia Fit Me e da MP Suplementos.