Piscinas municipais apresentam problemas

problemas Piscina olímpica permanece vazia. (Foto: Claudinho Coradini /JP)

A menos de 30 dias da retomada normal das aulas de natação, a piscina olímpica permanece vazia e o projeto de reforma ainda está em fase final, para posterior publicação de edital. Já a piscina aquecida teve o edital considerado deserto por três vezes. As piscinas do complexo aquático municipal Dr. Samuel de Castro Neves é um espaço que atende cerca de mil pessoas por dia, segundo a Selam (Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Atividades Motoras), entre o Projeto de Desporto de Base, que oferece aulas de natação para o público de 7 a 17 anos, hidroginástica, natação para adultos, biribol e natação para deficientes.

Até o final de setembro, por conta do inverno, as aulas são realizadas uma vez por semana em piscina aquecida, que tem tamanho de 8,10 por 4 metros, com profundidade de 1,30 metros. No entanto, essa unidade apresenta problemas estruturais e muitos pais decidiram não levar os filhos às aulas com medo de que ocorra algum incidente.
“Minha filha faz aulas de natação há dois anos e os professores são muito bons. Porém, um deles deixou de dar aulas no complexo e nos disse que o motivo era a questão da estrutura do local. Segundo ele, na piscina aquecida existe uma rachadura que a qualquer momento poderia sugar as crianças”, disse a dona de casa Roberta Sanches.
A autônoma Regina Prudente disse que pratica hidroginástica há dois anos e que sua filha de 12 anos também faz natação no local. “A manutenção no complexo aquático sempre foi precária, mas de uns tempos pra cá tem ficado ainda pior. As bordas da piscina olímpica são sujas, os trampolins de concreto, na parte mais rasa, estão todos quebrados e encheram de fitas, faltam azulejos”, disse.

Sobre a piscina adaptada e a de biribol, a prefeitura publicou edital de pregão presencial para reforma. O primeiro foi publicado em 24 de maio, sendo classificado como deserto em 11 de junho. Neste mesmo dia, novo edital foi publicado e no dia 25 de junho o certame também foi classificado como deserto. O último edital foi publicado em 28 de junho e divulgado como deserto no dia 13 de julho. Em nenhuma das publicações houve interessados em assumir as obras. O valor da obra, estipulado pela prefeitura é de R$ 41.189,10.

Quanto à piscina olímpica, que mede 50 por 25 metros e recebe cerca de 1.000 alunos matriculados diariamente, a Selam informou em nota, que a mesma encontra-se em fase final de elaboração do projeto para reforma. A piscina foi esvaziada no período de inverno, para que fosse realizada uma vistoria dos serviços/reparos que devem ser realizados.

Em outubro são retomadas as aulas normais e devido a situação das piscinas, a Selam informou que mesmo a piscina olímpica em manutenção, nenhum aluno ficará sem aula a partir de do próximo mês, quando as atividades voltam a acontecer no local. Caso ocorra a necessidade, eles serão realocados para clubes, instituições, entidades e associações parceiros da Selam.

“Dependendo de o local onde enviarem as crianças fica complicado. O complexo aquático é perto de casa. É preocupante pensar que as piscinas se encontram nesta situação. A prefeitura precisa olhar com mais carinhoso para o esporte de nossa cidade. Muitas crianças precisam retomar às aulas e os pais querem que esses espaços ofereçam segurança”, disse Roberta.

(Fernanda Moraes)