PM Ambiental aplica 78 multas e faz 15 detenções durante os 4 meses da Piracema

A Polícia Militar Ambiental de Piracicaba aplicou 78 multas, totalizando R$ 94 mil, registrou 39 boletins de ocorrência e conduziu 15 pessoas até a delegacia por prática ilegal de pesca nos últimos quatro meses, no período da Piracema, fenômeno natural de reprodução dos peixes. O balanço foi divulgado ontem e se refere ao período de 1º de novembro de 2017 a 28 de fevereiro de 2018. Os policiais fiscalizaram 386 propriedades rurais e 45 carros, cinco motos e uma embarcação.
 
Para o comandante da 7ª Companhia, capitão Marcos José Pereira, o resultado foi positivo tendo em vista o efetivo de sete policiais e cinco viaturas nas Operações Piracema, que percorreram mais de 12,6 mil quilômetros de rodovia e 417 horas navegadas. O balanço foi de 34 bloqueios, 369 pessoas abordadas e 17,2 quilos de pescados apreendidos. “Obtivemos bons resultados também na fiscalização preventiva e na repressão imediata, que é a abordagem ao pescador irregular, apreensão dos materiais e pescados, além da aplicação de multas”, disse o comandante.
 
Capitão Marcos lembrou que o objetivo da PM Ambiental durante a operação “não é a multa, pois é o nosso último recurso. Antes das atividades, realizamos campanha de conscientização da importância desse período para a preservação das espécies. Percebemos que, ao longo dos anos, houve um aumento dessa conscientização, mas ainda existe a pesca ilegal, que é uma atividade degradadora”, comentou o capitão.
 
Segundo o comandante, com o fim do período da Piracema ocorre liberação da pesca das espécies nativas da bacia hidrográfica do rio Paraná inclusive os rios da região como o Corumbataí e o Piracicaba conforme normativa do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), porém, ainda existem restrições à pesca ao longo do ano. “Na pesca profissional e amadora, é proibido uso de diversos petrechos e métodos de pesca como as redes e tarrafas, espinhel, armadilhas como o pari e covo, joão bobo, bóia, arbalete, fisga, zagaia e arpão”, explicou.
 
Capitão Marcos lembrou também que não é permitida a pesca em lagoas marginais a menos de 200 metros a montante (acima) e a jusante (abaixo) de cachoeiras e corredeiras; a menos de 500m de saídas de efluentes, confluências e desembocaduras de rios, lagoas, lagos e reservatórios e a menos de mil metros a montante e a jusante de barragens de empreendimentos hidrelétricos. 
 
“Para isso seguiremos nosso trabalho de orientação e fiscalização como de costume. Para realizar uma denúncia, em caso de urgência, o telefone é o 190. Uma viatura do policiamento de área poderá realizar a abordagem do infrator, sendo acionada a Polícia Ambiental para as providências administrativas. Também é possível ligar na PM Ambiental de Rio Claro (19) 3523-2012”, orientou.
 
Na Piracema, 40 mil filhotes de peixes, como de Piracanjuba quase extinta no rio Piracicaba – foram soltos o rio.