PM explica reanimação pelo uso do desfibrilador

A cada minuto sem pulso diminui a chance de sobrevivência em 10% das vítimas de infarto e engasgamentos. O alerta foi feito pela CPI-9 (Comando de Policiamento do Interior) da Polícia Militar, durante o treinamento de reanimação cardiopulmonar e uso do aparelho desfibrilador. Atualmente, é obrigatório a existência do aparelho em locais públicos, conforme a lei estadual 12.736/ 2007. No entanto, o uso deve ser realizado por alguém capacitado.
 
O comandante do Corpo de Bombeiros, tenente Alexandre Garcia, explicou a necessidade de procurar ajuda o mais rápido possível. “Na maioria das vezes, é melhor que a pessoa comece os procedimentos de massagem e entre em contato com alguém especializado, do que colocar a vítima no carro e correr para um hospital, pois bastam cinco minutos sem respiração para que a vítima não resista.”
 
Segundo ele, dependendo do caso, seria importante que uma pessoa fizesse a massagem enquanto outra entra em contato com a equipe de socorro.
 
A PM tem um desfibrilador na sede do CPI-9 para uso do próprio efetivo. A Guarda Civil, Bombeiros e Samu também contam com o aparelho, que pode ser usado durante os atendimentos de emergência à população.
 
O médico e vereador Paulo Serra (PPS) explicou que nem sempre o uso do desfibrilador é preciso durante situações de crise. “O aparelho pode ser usado, se necessário, mas a massagem cardiopulmonar deve ser realizada sempre e, a partir do início, só pode parar após a chegada da equipe de emergência que continuará o atendimento”, disse Serra.
 
Participaram do treinamento os atendentes do Copom (Central de Operações da Polícia), que centralizam todas as chamadas da PM através do telefone 190, PMs do CPI-9, equipes do helicóptero Águia, Guarda Civil e agentes da Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte).
 
O chefe de Operações do Copom, tenente Frederico Augusto Marques Faria, disse que além das chamadas do 190, o centro conta com o transbordo das ligações dos Bombeiros, ou seja, quando todos os atendentes estão ocupados, as chamadas são desviadas para o Copom. “O treinamento foi importante para preparar os atendentes nesses momentos de emergência, pois são solicitações constantes. O Copom recebe em média dois chamados por semana de familiares de pessoas desacordadas.”