Polícia abre investigação sobre chacina de animais no bairro N.S. Aparecida

Comerciante tem abrigado gatos em sua casa para evitar que os animais sofram maus tratos (Claudinho Coradini/JP)

A polícia segue com investigação da chacina dos animais que aconteceu no bairro Nossa Senhora Aparecida, região do Vila Fátima, em 16 de dezembro de 2018. Na data, 16 animais foram encontrados mortos por chumbinho por moradores do bairro.

Segundo a Polícia Civil, os policiais foram até o bairro, para conversar com moradores e também visitar uma casa abandonada onde parte dos animais passavam a noite antes do ocorrido. “Coletamos depoimentos dos moradores, que disseram haver mais de 20 gatos na casa e que incomodavam a vizinhança”, ressaltou um dos investigadores da Polícia Civil.

O próximo passo da apuração será conversar com os suspeitos indicados por denunciantes. “Os moradores não quiseram apontar ninguém como suspeito, por medo a sua segurança e de seus animais”, completou o policial.

Após a denúncia – e início de investigação – mais nenhum animal do bairro foi encontrado morto. “A presença da polícia e com a repercussão do caso, o assassino deve ter ficado com medo, e isso fez com que os vizinhos vissem que foi um acontecimento significativo”, ressaltou Silva Reina Carreiro, uma das denunciantes da matança.

Dos gatos que eram alvo da comida envenenada, 11 sobreviveram, dois deles são as fêmeas e nove são filhotes. De acordo com Silvia, que também é protetora de animais, na tarde de domingo (6), dois gatinhos que estavam desaparecidos retornaram para a casa abandonada, mas foram resgatados por ela.

Aos cuidados da denunciante, os felinos estão sendo mantidos dentro do quarto externo de sua casa e todos os gastos estão por sua conta. Os animais que estavam em estado de saúde fraco, se encontram em melhores condições, tomaram vermífugos e estão sendo preparados para a castração. “Como eles estão vivendo juntos é melhor evitar que algumas das fêmeas entre no cio”, analisa moradora.

A intenção da comerciante é colocar os animais para adoção, porém, por conta da experiência de maus tratos vividos, “todos estão ariscos, uma situação que preocupa muito”, lembra Silvia.

(Letícia Azevedo)