Polícia Civil apreende 57 carros de luxo na região de Piracicaba

carro Tuckumantel, diretor do Deinter: trabalho continua. ( Foto: Claudinho Coradini/JP)

A Polícia Civil apreendeu 57 carros de luxo durante a operação contra quadrilha que aplicava golpes na venda. Os veículos foram apreendidos em Piracicaba e Limeira, segundo o diretor do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), Antonio Luís Tuckumantel. Na última sexta-feira (9) três homens que participariam do esquema foram presos em operação conjunta com policiais civis da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) com apoio dos policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e do 4º Distrito Policial de Guarulhos. Entre os modelos apreendidos das marcas BMW X1, Mercedes Benz (SLK 250, C180), Volvo XC60, Mitsubishi (Lancer, Pajero), Jeep (Renegade, Cherokee), Renault Captur Zen, VW Amarok, Toyota Hilux.

Tuckumantel acrescentou que ainda existem outros veículos de luxo envolvidos na investigação que ainda não foram apreendidos ou bloqueados, pois a polícia não tinha identificado as placas. “O trabalho da Polícia Civil ainda não foi encerrado. Estamos identificando outros envolvidos nesse esquema que lesou tantas pessoas em nossa região”, disse o diretor.

Somente uma parte do inquérito policial conta com seis volumes que totalizam 1.200 páginas. No entanto, em Guarulhos, o documento já totalizou 7.000 páginas divididas em 35 volumes.
“Os trabalhos foram realizados em Piracicaba e Limeira somente nos últimos 20 dias. O Setor de Inteligência da Polícia Civil está atuando tanto na localização de outros veículos, como também na identificação e prisão de outros envolvidos nesse esquema milionário”, completou Tuckumantel.

De acordo com a Polícia Civil, a estimativa é que pelo menos 30 pessoas foram lesadas, somente em Piracicaba. Os suspeitos, que foram presos na apuração utilizavam-se de uma loja de veículo, na época localizada nesta cidade, denominada “Hi Imports”, para captar pessoas que anunciavam seus veículos para venda (diretamente com o proprietário). Os clientes deixavam o veículo à venda, com valor abaixo do mercado, para que este fosse rapidamente comprado. Efetuada a venda, não contavam ao dono do carro sobre o recebimento do dinheiro do comprador.

(Cristiani Azanha)