Polícia Civil apura suposta exploração de prostituição em bar com karaokê

Responsáveis serão investigados. (Divulgação/Polícia Civil)

A Polícia Civil descobriu um bar com karaokê, que poderia ser usado como ponto de exploração de prostituição. O imóvel fica na avenida Carlos Botelho, no bairro São Dimas. As equipes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) estiveram no estabelecimento na noite de quarta-feira (22) e retornaram na manhã desta quinta-feira.

O delegado Vagner Romano, que está respondendo pelas delegacias especializadas informou que os fiscais da Prefeitura e Vigilância Sanitária estiveram no estabelecimento que foi lacrado.

“O imóvel conta com cinco salas com isolamento acústico e totalmente fechadas. O local era insalubre, pois não tinha ventilação e as pessoas fumavam no interior do estabelecimento, que era freqüentado em sua maioria por sul-coreanos”, disse o delegado.

O responsável pelo bar e uma gerente foram ouvidos pela polícia. “Inicialmente não conseguimos confirmar a exploração de prostituição naquele local, pois não tinha nenhum cômodo que poderia ser usado para essa prática. Durante o inquérito policial, vamos apurar se eventualmente, o local poderia ser usado como ponto de encontro para eventuais programas, e principalmente se alguém estaria envolvido na suposta exploração das garotas”, afirmou Romano.

Os investigadores apreenderam alguns equipamentos e garrafas de bebidas alcoólicas que estavam  no interior do estabelecimento, bem como várias comandas utilizadas. Algumas registraram “consumo” de até R$ 5 mil na mesma noite, segundo a Polícia Civil.

O caso foi registrado com rufianismo, de acordo com o artigo 230, do Código Penal, que considera crime “tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente de seus lucros ou fazendo-se sustentar, no todo ou em parte, por quem a exerça. O rufião visa obter vantagem econômica reiterada em relação à prostituta ou prostitutas determinadas. Trata-se de crime habitual que só se configura pelo proveito reiterado nos lucros da vítima (homem ou mulher que exerce a prostituição)”.

ALVARÁ

De acordo com a Polícia Civil, o estabelecimento não conta com alvará de funcionamento específico para bar como karaokê e por isso foi lavrado pelos agentes da Prefeitura. Os responsáveis foram notificados pela Vigilância Sanitária que identificaram que não atendiam alguns quesitos para a manipulação de alimentos.

 

Cristiani Azanha