Polícia Civil faz operação contra furtos em cemitérios

Peças furtadas dos túmulos. (Divulgação/Polícia Civil)

A Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão em uma fundição de Piracicaba, que poderia estar envolvida em um esquema de furto e receptação de peças de bronze furtadas de um cemitério de Campinas. Outros sete mandados de busca e apreensão já foram cumpridos na manhã desta terça-feira, em Campinas, durante a Operação “Thanatos”. Desde o início da operação, que está sendo realizada há dois meses, os policiais já apreenderam cerca de uma tonelada de peças de bronze que foram furtadas dos túmulos.

 

Polícia apreendeu cerca de uma tonelada de peças. (Divulgação/PC)

 

De acordo com a investigação conduzida pelo delegado Sandro Jonasson, do 5º Distrito Policial de Campinas, os suspeitos fazem parte de um esquema que envolve funcionários de cemitérios e prestadores de serviços. Eles seriam encarregados de levar as peças para desmanches clandestinos e fundições, que se encarregariam de derreter as peças e posteriormente fazer outras unidades que seriam vendidas para o mesmo cemitério, onde as peças foram furtadas.

Segundo ele, uma fundição de Piracicaba poderia estar encarregada de derreter as peças, cujas características seriam modificadas e revendidas novamente pelos integrantes do esquema.

 

Peças de bronze foram furtadas. (Divulgação/PC)

 

“Há um círculo vicioso, que também envolve empreiteiros, que já estariam cientes do furto e intercederiam na aquisição de outras peças, que seriam ‘modificadas’ e poderiam ser vendidas novamente”, afirmou o delegado. “Tinha quem iria cometer os furtos nos cemitérios, outros repassavam para a receptação, depois as fundições até chegaram a venda final da peça já modificada

 

Túmulos foram violados. (Divulgação/PC)

 

De acordo com Jonasson, a apuração está bastante adiantada e espera finalizar a etapa dos mandados de busca e apreensão em vários endereços da região para apurar o envolvimento de outras pessoas.

“Ficou claro que não se trata somente de possíveis usuários de entorpecentes, que em tese, furtariam as peças para trocá-las por droga, mas sim, um esquema organizado e com uma logística bem montada, desde o furto da peça até o caminho para derretê-las e vendê-las novamente”, afirmou o delegado.

 

Investigação deverão terminar em 2 semanas. (Divulgação/PC)

 

Em Campinas, um GCM (Guarda Civil Municipal) que seria proprietário de uma fundição no município está sendo investigado pela Polícia Civil. O inquérito policial sobre o assunto deverá ser encerrado no período de duas semanas.

 

Cristiani Azanha