Polícia Civil prende homem acusado de venda de atestados médicos

Cópias de atestados foram apreendidas. (Divulgação/Polícia Civil)

Os policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) prenderam um homem de 32 anos, acusado de venda de atestado médico. Ele foi abordado em sua residência na região do Jupiá, nesta quarta-feira (10). De acordo com os investigadores, ele já foi preso anteriormente pelos policiais da delegacia especializada pela mesma acusação.

O suspeito estava sendo investigado pela Polícia Civil há 15 dias. Os policiais apuraram que ele fazia uso das redes sociais para captar clientes e emitia os atestados com o uso de carimbo falsificado, utilizando para isso, nome e CRM (Conselho Regional de Medicina), cujos profissionais não faziam parte da fraude.

O golpe foi descoberto pelos policiais que passaram a averiguar a denúncia de vários médicos que alegaram que foram procurados por representantes de empresas com a finalidade de verificar a veracidade de atestados médicos apresentados por funcionários a empresas. Desenvolvida as investigações, foi identificado o fraudador.

Certificados de conclusão de curso também foram localizados. (Divulgação/Polícia Civil)

 

O delegado Vagner Rogério Romano conseguiu na Justiça um mandado de busca e apreensão para a casa do acusado. Os policiais estiveram no imóvel e apreenderam vários documentos como cópias de atestados médicos, certidões de conclusão de ensino médio e diplomas de cursos técnicos. Foi apreendido também um carimbo de médico-perito do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social),

O delegado após analisar o material apreendido ratificou a prisão em flagrante do investigado pela acusação de falsificação de documento público, cuja pena estabelecida no Código Penal é de dois a seis anos, caso seja condenado. Após prestar depoimento na sede da delegacia especializada, o acusado foi transferido à carceragem anexa ao 1º Distrito Policial, onde permanece até ser apresentado à audiência de custódia.  A investigação sobre o caso para tentar identificar o suspeito em outros estelionatos continuará a ser realizada pela Polícia Civil.

 

Cristiani Azanha

crisazanha@jpjornal.com.br