Politicamente correto, Humanamente insustentável

Na democracia a política se desenvolve dentro do sistema que se diz “democrático” pelas normas e resultados dos seus três poderes: O executivo, o Legislativo e o Judiciário, procurando o aperfeiçoamento do processo, evoluindo à medida que as normas são respeitadas e obedecidas.

Da sincronia entre os três poderes resulta o equilíbrio entre as forças que agem com maior ou menor intensidade na procura de apurar o desenvolvimento dos mesmos.

Não raro encontramos desincronias entre dois ou mais desses poderes que as vezes se conflitam trazendo ameaças ao sistema, modificando a rota natural das coisas.

Vejamos o que acontece no campo dos direitos humanos, quando a regra do todo entra em choque com as regras particulares.

Exemplificando citaremos os “direitos humanos” em contraste com os “direitos humanos para os humanos direitos”. Até onde vão os direitos quando deixa de premiar os “direitos humanos dos humanos direitos” e não dos que estão na contra mão?

No campo dos avanços dos entendimentos dos seres vivos, aparece o direito dos animais, quando você deve cuidar e respeitá-los mesmo que as vezes você leve uma mordida, arranhada ou picada.

No campo da vegetação nas áreas urbanas e rurais não incluindo ainda a floresta aparece o problema do custo do que chamamos limpeza de mato, que prolifera nos espaços vazios de uma cidade.

Nesse momento o poder público enfrenta o custo de sua limpeza, que sempre vai recair nos bolsos dos munícipes. Nas áreas rurais, os custos ficam embutidos no preço do produto.

De um lado o uso dos pesticidas que eram utilizados nesses serviços davam condição da tarefa ser executada com menos gente e automaticamente com menos problemas da administração diante das leis trabalhistas.

Proibido o uso do pesticida o poder público teve que lançar mão de trabalhos terceirizados com elevação das despesas. Se também o poder público quiser criar uma equipe própria para isso terá que investir em maquinários e equipamentos, quando fica impossível por falta de numerário. Pergunto se não seria o caso de criar leis temporárias até que a tecnologia apropriada atendesse o problema?

Atualmente até estão criando ou inventando leis para não sentenciar os condenados da “lava jato”!

Outro caso polêmico é como dar rumo aos menores no que diz respeito as leis trabalhistas dando a proteção aos seus direitos “determinados pelos adultos”. No entanto a falta de estrutura de ensino não consegue vencer essa batalha em um país com índice de natalidade alta e não tendo como se ocuparem se rebelam, escolhendo os descaminhos da vadiagem e drogas levando-os ao futuro do crime custando mais para a sociedade.

Ainda na área social, na questão das uniões de gêneros depara-se novamente com os “direitos humanos”, dando amparo a tudo que trazia de preconceitos e reservas. Muito louvável, mas o caminho está aberto e a solução e modificações legais deverão surgir no dia a dia.

Com todas essas dificuldades, acreditando poder vence-las sem no entanto poder estipular prazos para isso, resta aguardar.

Neste momento é que notamos que nada a respeito dos “deveres humanos”, é tratado.

Enquanto não compensar que um carro puxe os bois, vamos continuar colocando os bois na frente do carro, pois somente nesta ordem será possível ver o conjunto em movimento.

Num cenário de dúvidas a frase “É certo pelas leis, mas insustentável humanamente”, fica reforçada pois as trombadas legais estão exigindo semáforos de bom senso dando sinal vermelho ou verde. A bola está no pé dos governantes, que não estão sabendo para onde chutar.