Políticas públicas é tema da Campanha da Fraternidade 2019

Padre Kleber Danelon é o coordenador diocesano da pastoral (Foto: Fabrice Desmonts) Padre Kleber Danelon é o coordenador diocesano da pastoral (Foto: Fabrice Desmonts)

Tem início nesta quarta-feira (6) de Cinzas, a Campanha da Fraternidade 2019, promovida nacionalmente pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) durante a Quaresma, e que, neste ano, vai discutir políticas públicas e meios de os cristãos terem papel mais ativo na formulação delas.

Na Diocese de Piracicaba, o lançamento também ocorrerá na quarta-feira, durante a missa de Cinzas celebrada pelo bispo diocesano Dom Fernando Mason, às 19h30, na Catedral de Santo Antônio, no Centro.

O coordenador diocesano de pastoral, padre Kleber Fernandes Danelon, 40, abordará os principais pontos do texto-base que norteia a campanha, com o tema “Fraternidade e Políticas Públicas”, durante a reunião ordinária desta quinta-feira (7) na Câmara de Vereadores, a partir das 19h30, a convite do presidente da Casa, Gilmar Rotta (MDB). O padre listará as propostas da CNBB a fim de ampliar a participação dos fiéis na política para além do voto a cada dois anos.

“O objetivo da Campanha da Fraternidade é incentivar as pessoas a tomar consciência do que são políticas públicas, a engajar-se nos diversos conselhos, a participar das audiências, a acompanhar o Executivo e o Legislativo nos trabalhos realizados. No fundo, queremos tirar aquela imagem de que tudo que é político é ruim ou é ‘sujo’, porque a política tem um sentido muito belo que é a administração do bem comum. Gostaríamos de formar cristãos conscientes dessa responsabilidade”, acrescenta padre Kleber.

“TEMOS MUITA FORÇA” 

O religioso chama a atenção para os desafios da Igreja diante do tema “Fraternidade e Políticas Públicas”. Para ele, o estímulo à maior participação dos fiéis nas decisões políticas e, portanto, nas ações que levam ao bem comum passa por romper com a tendência ao individualismo observada na sociedade, fenômeno que o padre classifica como “cultura do selfie”. “Sozinhos não temos força nenhuma, mas, quando nos organizamos como comunidade, então temos muita força. Outro desafio para nós, padres, trabalharmos com o povo é como romper com essa corrente de individualismo, em que cada um quer cuidar do seu e, marcados pela atribuição de tantas tarefas do dia a dia, temos pouco tempo para o outro e para a sociedade. É preciso romper com essa ‘cultura do selfie’, ou seja, do viver para si e do cuidar de si, abrindo o olhar e dispondo de tempo para construir o bem comum. O cristão encontra o seu lugar participando,irmanando-se, cada um conforme sua capacidade”, enfatiza o sacerdote.

Da Redação