População de anhumas convive com esgoto a céu aberto

Esgoto escoa para um pasto e chega até quintais de residências nas imediações. Parte do núcleo rural não conta com rede de saneamento; várias casas apresentam rachaduras. (foto: Claudinho Coradini/JP)

Com 5.000 habitantes, o bairro de Anhumas, em Piracicaba, convive com problemas de infraestrutura. Parte do núcleo rural não conta com rede de saneamento e a população convive com esgoto a céu aberto. Além disso, uma parcela das casas do bairro apresentam trincas e problemas estruturais.

A vereadora Adriana Cristina Sgrigneiro Nunes, a Coronel Adriana (CID), promoveu em maio uma reunião com representantes da prefeitura e a população. Segundo a parlamentar, apesar da confirmação prévia, apenas a Defesa Civil esteve presente representando a Prefeitura.

De acordo a vereadora, a falta de rede de esgoto obrigou os moradores a construírem fossas sépticas nos quintais, o que tem comprometido a estrutura dos imóveis.
Segundo a parlamentar em um trecho da rua Antonio Gil de Toledo, o esgoto escoa para um pasto e, em alguns casos, para dentro dos quintais dos vizinhos.

De acordo com o diretor do DRS (Departamento Regional de Saúde) – 10, Hamilton Bonilha, a falta de saneamento básico pode contribuir para infecções causadas por microrganismos provenientes de fezes humanas e de animais. “Bactérias, protozoarios e vírus podem causar doenças como salmonelose, shiguelose, amebiase, giardiase e Hepatite A. Outra patologia importante é a Leptospirose, infecção bacteriana transmitida pela urina do rato”, alertou.

Em resposta encaminhada ao gabinete da vereadora, o Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) informou que tem conhecimento do problema do bairro Anhumas.
A autarquia informou que solicitou à Águas do Mirante, empresa responsável pelo tratamento de esgoto na cidade – projeto para extensão da rede de esgoto no bairro.
Em resposta, o Semae informou que a extensão exigirá a instalação de servidão em áreas de terceiros.

A empresa Águas do Mirante informou em ofício que enviou equipe ao local pra avaliar a situação e realizou projeto a pedido do Semae. A empresa informou ainda que para a implantação das obras de infraestrutura será necessário autorização de passagem e desapropriação de áreas de terceiros.

 

Beto Silva
[email protected]