Prazo para defesa de suspeito de latrocínio termina segunda

DIG Investigação da DIG chegou a um dos suspeitos. ( Foto: Arquivo/ JP)

A defesa do suspeito de ter matado casal Cláudio e Lilian Meneghetti e a doméstica Suzana Aparecida Parente Felippe tem até segunda-feira (29), para apresentar a preliminar sobre o caso, que aconteceu no dia 15 fevereiro de 2011, mas só este ano o MP (Ministério Público) apresentou a denúncia, que foi aceita pela Justiça. O único suspeito identificado durante a investigação da Polícia Civil, que já dura sete anos, é um pintor que teria trabalhado na residência do casal, que morava na Vila Rezende. Pelo menos cinco delegados atuaram no inquérito policial. O último foi o delegado Demétrios Gondim Coelho, atual titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). O suspeito responde em liberdade. A advogada Tatiana Ferreira Muzilli não foi localizada para comentar a linha da defesa.

De acordo com a denúncia do promotor José Eduardo da Silva Pimentel, consta no inquérito policial que, o pintor e ao menos um comparsa (ainda não identificado) invadiram a casa das vítimas, por volta das 8h e inicialmente mataram a empregada. Eles teriam amarrado os pés e as mãos de Suzana e taparam sua a boca e nariz com estopa e fita adesiva, matando-a de forma cruel, por sufocação direta das vias aéreas superiores. Para se certificarem da morte, usaram dois sacos plásticos para cobrir a cabeça da empregada. Cerca de duas horas depois, eles saíram da casa com os pertencentes, a caminhonete e o casal.

Enquanto as vítimas estavam supostamente com um comparsa, o pintor foi até uma agência bancária e fez dois saques no valor total de R$ 2.000. Posteriormente, o casal foi levado para um canavial, às margens da Rodovia Geraldo de Barros (SP-304), próximo a Ártemis. “Cláudio e Lilian foram amarrados e amordaçados e receberam violentos golpes na cabeça com pedra de 4,6Kg encontrada no local. Cláudio morreu em decorrência do traumatismo crânio-encefálico sem descarte para a concomitante asfixia; Lilian morreu como consequência da oclusão das vias respiratórias superiores com estopa”, cita trecho da denúncia.

No dia seguinte, o suspeito voltou na mesma agência e sacou mais R$ 2.000 da conta das vítimas. Os corpos foram localizados somente 11 dias depois do crime por um funcionário de uma fazenda nas imediações.

Demétrios assumiu o inquérito policial em 2015. “Foi um caso complexo, devido ao tempo do crime, e algumas peças que faltavam para o indiciamento. Mesmo com seu depoimento, não tínhamos elementos suficientes para a prisão”, disse. Segundo ele, nova perícia foi realizada no laboratório da Unicamp, constatando-se trechos de uma placa de um Passat que coincidiam com o veículo do suspeito.

(Cristiani Azanha)