Prefeitura alega falta de verba para conter erosão no S. Francisco

Voçoroca, formada pelo despejo irregular de esgoto tem aumentado colocando em risco a vida de moradores. (foto: Amanda Vieira/JP)

Há dois anos os moradores da rua Carapicuíba, no bairro São Francisco, em Piracicaba, convivem com um problema que vem aumentando gradativamente com o passar do tempo. Uma voçoroca formada pelo despejo irregular de esgoto, aumenta ano a ano em razão do rompimento da rede de águas pluviais, que, em dias de chuva, provoca alagamentos na via e coloca em risco crianças e frequentadores de uma área de lazer a menos de 50 metros.

Em resposta ao requerimento apresentado pela vereadora Adriana Sgrigneiro Nunes, a Coronel Adriana (PPS),a Semob (Secretaria Municipal de Obras) informou que tem conhecimento do problema e que há um projeto e um orçamento para a obra, no entanto, não há recurso disponível no orçamento municipal para a execução da obra., orçada em R$ 352.249.

No ofício assinado pelo secretário Vlamir Augusto Schiavuzzo, encaminhado ao gabinete da parlamentar no dia 10 de julho, é informado que a realização da obra seria ‘possível através de emendas parlamentares federal ou estadual, para qual solicitamos apoio da vereadora’, traz o texto do documento.

Na indicação apresentada em maio sobre o mesmo assunto, a Coronel Adriana informa que se reuniu com o secretário de Meio Ambiente, José Otávio Menten e com os engenheiros José Martin de Araújo e Ivan Patteti para tratar dos problemas relacionados à voçoroca.

Segundo ela, anteriormente os moradores do bairro a procuraram para reclamar do lançamento de esgoto em uma lagoa da região. A parlamentar encaminhou indicação ao prefeito Barjas Negri e iniciou uma série de visitas técnicas à área, que tiveram início em 2017, segundo texto da indicação. A primeira visita ocorreu com técnicos da Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente) e da concessionária Rodovias do Tietê, responsável pelo trecho da rodovia do Açúcar (Comendador Mário Dedini/SP-308), ocasião em que foi constatado que, de fato, ocorria o despejo de esgoto doméstico na nascente da lagoa.

A segunda visita foi com representantes do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) para avaliar a situação e planejar os serviços de manutenção necessários à rede coletora de esgoto e ao acabamento urbanístico no local.

Segundo a vereadora, após as vistorias, os técnicos do Semae descobriram que o esgoto era liberado na lagoa que, inclusive, abastecia hortas da região. Eles concluíram que não havia ligação entre a rede de captação do bairro e a rede que leva os efluentes para a estação de tratamento.

 

Beto Silva
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