Prisões efetuadas pela Patrulha Maria da Penha aumentam 77%

23 agressores foram presos em 2019 (Divulgação)

A Patrulha Maria da Penha prendeu 23 agressores em flagrante por descumprimento de medida protetiva nos dez primeiros meses de 2019, segundo levantamento divulgado pela corporação. Os casos aumentaram 77% neste ano em comparação ao mesmo período do ano anterior.maior do que o registrado em 2018 inteiro (13 presos). Desde que foi implantada, em maio de 2017, a Patrulha Maria da Penha tem encorajado cada vez mais mulheres a denunciarem e se livrarem de seus agressores.

De acordo com a GC, os números não significam um aumento da violência, mas o fortalecimento da mulher que não aceita mais ser vítima e tem denunciado o agressor. Em 2017, primeiro ano do serviço, a Guarda Civil, que responde pela Patrulha Maria da Penha, recebeu 275 medidas protetivas, realizou 5.920 rondas e fez 3 prisões em sete meses. Em 2018, foram recebidas 361 medidas, feitas 9.189 rondas e 13 prisões. Já entre janeiro a outubro, foram registradas 457 medidas protetivas, realizadas 12.736 rondas e efetuadas 23 prisões em flagrante de agressores. Ao todo, foram atendidas 1.093 vítimas, feitas 27.845 rondas e 39 prisões em menos de três anos.

De acordo com a comandante da Guarda Civil, Lucineide Aparecida Maciel, os números mostram o fortalecimento da mulher que não aceita mais ser vítima e vai em busca de ajuda. “Com certeza, quando a mulher denuncia, não é porque é a primeira agressão. Ela já vem sofrendo há meses, pelo menos. Mas, com as campanhas de conscientização, a mulher acaba se fortalecendo e saindo desse ciclo de violência. Ela é capaz de identificar o relacionamento abusivo e denuncia”, ressalta a comandante.

SERVIÇO

Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelos seguintes canais: Guarda Civil (153), plantão 24 horas, Central de Atendimento à Mulher em situação de Violência (180) e Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), na rua Alferes José Caetano, 1.018, telefone (19) 3433-5878.

 

Da redação