Procon dá orientações sobre compras de material escolar; papelarias fazem descontos

Já comecou a corrida pelas compras de material escolar. Para que os pais evitem dissabores na hora de ir às papelarias, o Procon de Piracicaba dá orientações e dicas aos consumidores. 
 
A supervisora de vendas Beatriz Smaniotto, por exemplo, é uma de tantas consumidoras que tenta economizar nessa época do ano. “Eu acabo vindo sempre na mesma papelaria por uma questão de confiança e praticidade’’, contou ela, acompanhada das duas filhas que escolhiam mochilas. No ano passado, ela gastou R$ 350 nas listas das crianças, porém, esse valor deve aumentar em 2018. “A criançada sempre vai pela estética ou pela marca, então, eu devo gastar uns R$400”.
 
O caso de Beatriz exemplifica duas situações que devem ser evitadas, segundo o Procon: não realizar pesquisa de preços e levar os filhos na hora da compra. “O consumidor geralmente sai em desvantagem quando não faz a pesquisa. Nos já constatamos diferença de preços da ordem de 420% entre uma papelaria e outra”, explica Sérgio Bissoli, procurador-geral do município e responsável pelo Procon.
 
O cuidado na escolha do material escolar dos filhos também é sentido pelos comerciantes. “Nós recebemos demandas de orçamento por email, geralmente com a lista completa para que seja feito um comparativo”, diz Edson Takashi, proprietário de uma papelaria e que espera um aumento de 5% a 6% no faturamento com relação ao ano passado.
 
Já para o comerciante José Hamilton Papa, o movimento ainda não decolou. “Tenho o estabelecimento há 5 anos e esse é o pior período de volta às aulas até agora. As pessoas estão mais cuidadosas e comprando só o básico. Estamos dando 20% ou 30% de desconto para impulsionar as vendas”.
 
Além da pesquisa de preço, outras orientações do Procon são para que o consumidor reaproveite o que for possível do material escolar do ano passado, que faça compras coletivas junto com outros pais e exija a nota fiscal. O órgão também destaca que as escolas são proibidas de cobrar materiais de uso coletivo, como itens de higiene e limpeza, ou taxas para despesas com água, luz e telefone.