Professores da Unimep fazem assembleia em Piracicaba para decidir se entram em greve

Unimep-assembleia A assembleia será na Sala da Adunimep, no Taquaral (Crédito: Claudinho Coradini/JP)

Diante do atraso dos pagamentos do salário do mês de março, dos professores da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), a diretoria do Sinpro (Sindicato dos Professores) de Campinas e Região realiza na segunda-feira (8), a partir das 19h, assembleia para discutir e deliberar deflagração de greve. A assembleia será na Sala da Adunimep (Associação dos Docentes da Unimep). “A reitoria não nos cedeu espaço, pela segunda vez. Alguns professores não receberam nem o salário de fevereiro e todos não receberam o salário de março”, destaca Conceição Fornasari, diretora do Sinpro de Campinas e Região.

A Assembleia será com abono de ponto. Para a diretoria do Sinpro, o fato da assembleia da reitoria não ter autorizado a cessão de nenhum local da universidade para realizar a assembleia, representa autoritarismo. “Essa negativa demonstra nova relação com a entidade e com os professores e professoras, inaugurando uma prática de desrespeito”.

O sindicato convocou os professores para a assembleia extraordinária e a greve poderá ser deflagrada, caso não haja o pagamento dos salários dos meses de fevereiro e março de 2019. A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)e a Convenção Coletiva de Trabalho determinam que esses pagamentos sejam efetuados até o 5º dia útil do mês subsequente. “O que não ocorre há meses. A situação é muito triste. Não queremos fazer greve, mas precisamos de respeito aos nossos direitos trabalhistas”, enfatiza Conceição.

Antes de marcar a assembleia, o Sinpro destaca que protestou, entrou em contato por diversas vezes com a instituição, notificou e as respostas foram evasivas. “Quando apontaram datas de pagamento, foram descumpridas”, destaca a diretora.
De acordo com Conceição, havia um acordo da parte da universidade em quitar todos os pagamentos atrasados até o dia 28 de março, o que não aconteceu. “Não sabemos o que acontece com a Unimep. Apenas sabemos que outras instituições Metodistas, em outras cidades e estados, enfrentam a mesma situação”, afirma.

(Eliana Teixeira)