Professores de escolas e universidades marcam greve geral para amanhã

Greve é protesto à proposta de reforma da Previdência Social e os cortes de investimentos na educação anunciados pelo Governo Federal (Foto: Arquivo JP)

As diretorias da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e do Sinpro (Sindicato dos Professores) de Piracicaba estão convocando os professores das redes estadual e particular de ensino para greve geral marcada para amanhã (quinta-feira, 15/05). Os atos são contra a proposta de reforma da Previdência Social e os cortes de investimentos na educação Básica e superior anunciados pelo Governo Federal.

A Apeoesp vai realizar um ato unificado, a partir das 14 horas, no vão livre do Masp (Museu de Arte de são Paulo), na capital paulista, coordenado pela presidente da entidade, a deputada estadual Professora Bebel (PT).

Em Piracicaba, representantes de entidades educacionais da cidade, como o IFSP (Instituto Federal de São Paulo), Fatec (Faculdade de Tecnologia), Sindicato da USP (Universidade Estadual de são Paulo), Associação Nacional dos Docentes, estudantes, movimentos sociais e partidos políticos, entre eles o PT e PCB, e da Apeoesp realizam manifestações pelas ruas centrais do município, no período da manhã, que partirá, às 10h, do largo do Mercado Municipal, e percorrerá as ruas Governador Pedro de Toledo, XV de Novembro, Praça José Bonifácio e será encerrada com ato público em frente à Câmara de Vereadores de Piracicaba.

De acordo com a diretora da Apeoesp, Leonor Peres, o ato em Piracicaba vai chamar a atenção da sociedade para o desmonte da educação, que irá se agravar com o corte nos investimentos, e os prejuízos que a reforma da Previdência Social causará, principalmente aos mais pobres.

“A nossa ideia é de que os professores participem do ato em Piracicaba e depois, os que puderem, seguem para São Paulo, para ajudar a engrossar o ato unificado”, diz. Nesta manifestação pelas ruas centrais de Piracicaba,  representantes das escolas federais vão levar também faixas e cartazes denunciando a situação das escolas.

A presidente do Sinpro, Conceição Fornasari, convocou os professores e profissionais da educação a participarem do ato. Segundo ela, mesmo que não seja possível a paralisação, os profissionais podem fazer atividades de mobilização. “Em defesa da educação pública, gratuita e estatal, em defesa da pesquisa, do desenvolvimento tecnológico para defendermos a universidade, é preciso pararmos no dia 15”, afirmou.