Professores estaduais ameaçam greve para a próxima semana

Assembleia geral da categoria está prevista para às 14h, de terça-feira (26), na Assembleia Legislativa. (Foto: Divulgação)

A diretoria estadual da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) decidiu convocar para a próxima terça-feira (26), uma assembleia estadual com paralisação para debater a deflagração de greve contra a reforma da previdência proposta pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O evento está previsto para as 14h na Assembleia Legislativa.

A presidente da Apeoesp e deputada estadual Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel (PT), disse que como forma de mobilizar a categoria, as subsedes da entidade realizarão reuniões de representantes de escolas e de aposentados. Segundo ela, a maioria dos eventos ocorre no sábado (23).

Para a deputada, com a reforma da previdência, o governador Doria quer que os professores trabalhem mais, paguemos mais e recebam menos de aposentadoria. “Não opte pela farsa da modernização da carreira. Ela é o fim da nossa carreira. Não bastasse confiscar mais 3% dos nossos salários, aumentando a alíquota da previdência estadual de 11% para 14%, o governo vai enviar para a Assembleia Legislativa um projeto de nova carreira para o magistério”, alertou.

Bebel disse que o governo promete aumentar o salário-base em 54%, mas trata-se ‘de uma armadilha’. “Nossos salários serão substituídos por subsídios e quem aderir perderá o direito a todos os adicionais (sexta-parte, quinquênios, gratificações). Além disso, para evoluir nessa nova carreira – apenas horizontalmente – o professor terá que ser aprovado em uma prova, cujos critérios não estão claros. Essa prova, por exemplo, poderá ser ‘calibrada’ para que somente uma pequena parcela tenha reajuste salarial”, explicou.

Ontem os professores realizaram, com outros servidores estaduais, em frente à Assembleia Legislativa em ato público contra a reforma da previdência. Bebel destacou que a luta dos professores também é pela revogação da Portaria 6/2019 e pela liberdade de organização sindical que, segundo ela, vem sendo desrespeitada e atacada pelo governo.

Ele classificou o movimento como luta, que é prioridade do momento e significa a defesa da categoria frente aos ataques do governo.

Da Redação