Professores estaduais anunciam greve para toda terça-feira

A decisão foi tomada ontem durante assembleia promovida pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), coordenada pela presidente da entidade, a deputada estadual Maria Izabel de Azevedo Noronha, a professora Bebel (PT). (Foto: Divulgação)

Os professores da rede estadual decidiram ontem, durante ato em frente à Assembleia Legislativa, paralisações semanais às terças-feiras. A categoria inicia no dia 3 de dezembro o protesto contra o projeto de lei do governador João Doria (PSDB) que prevê a reforma da previdência estadual que eleva a alíquota da previdência dos servidores estaduais de 11% para 14% e amplia o tempo de trabalho para a aposentadoria.

A decisão foi tomada ontem durante assembleia promovida pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), coordenada pela presidente da entidade, a deputada estadual Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel (PT), que reuniu centenas de professores, alunos e pais.

A primeira greve está marcara para o próximo dia 3 de dezembro, próxima terça-feira. Ontem em Piracicaba ocorreu paralisação parcial na maioria das escolas estaduais.

Bebel disse que a decisão é uma resposta da categoria a um duplo ataque que o governador está fazendo contra os professores. “Foram enviados dois projetos à Assembleia Legislativa de reforma da previdência estadual e um que cria uma ‘nova carreira’ para o magistério”.

Segundo a petista, a reforma é ‘inoportuna e totalmente fora de propósito porque já houve uma reforma da previdência no estado de São Paulo em 2007, que criou a SPprev e aumentou na contribuição de 6% para 11%.

Naquele momento, nosso antigo Instituto de Previdência (Ipesp) dispunha de um patrimônio, constituído com nossas contribuições, que não foi repassado à SPprev. Não existe clareza quanto ao seu destino. O governo também alega que o Estado devia à Previdência Estadual R$ 48 bilhões e que esse dinheiro foi repassado mensalmente em dois anos, mas isso não está demonstrado”, ressaltou informando que como deputada e presidente da Apeoesp, cobrará a demonstração de contas.

Para Bebel, “a reforma vai nos fazer trabalhar mais, pagar mais e ganhar menos. A contribuição, que passou de 6% para 11% em 2007, agora passará a 14%. Ganhamos pouco, não temos reajuste e o governo quer tirar mais de nós. Ao mesmo tempo, permite que ricos empresários não paguem impostos. Com isso, são reduzidas as verbas da educação, da saúde, da segurança, de todos os serviços públicos.

Beto Silva

[email protected]