Professores estaduais iniciam hoje greve contra reformas

Professores de Piracicaba irão a São Paulo participar do ato público em frente à Alesp, às 14 horas. (Foto: Divulgação)

Os professores da rede estadual de ensino iniciam hoje greve contra a reforma da Previdência Social do Estado e o projeto de “nova carreira” para o magistério, apresentadas pelo governador João Doria (PSDB). A paralisação foi definida durante assembleia dos professores, realizada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo)no último dia 26 e será realizada todas as terças-feiras e nos dias em que as matérias forem à votação na Assembleia Legislativa de São Paulo. Com a greve, professores de Piracicaba e região irão a São Paulo, participar do ato público em frente à Alesp, às 14 horas.

A presidente da Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel (PT) diz que a decisão de greve é uma resposta da categoria a um duplo ataque que o governador de São Paulo está fazendo contra os professores. Para Bebel, “a reforma vai nos fazer trabalhar mais, pagar mais e ganhar menos. A contribuição, que passou de 6% para 11% em 2007, agora passará a 14%. Já a idade mínima passa ao conjunto dos servidores para de 55 anos a 62 anos (mulheres) e de 60 para 65 anos (homens). No caso do magistério, passa de 50 anos para 57 anos (professoras) e de 55 para 60 anos (professores).

O outro ataque do governo é a criação da chamada “nova carreira”, sem nenhum diálogo, prejudicando a categoria.

Ontem, professores de diversas regiões do Estado se juntaram a trabalhadores da saúde, da segurança e outros setores do setor público estadual na audiência pública realizada na Assembleia Legislativa para dizer não à reforma da previdência estadual proposta por Doria. A audiência foi solicitada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Cauê Macris (PSDB), a pedido do deputado Campos Machado (PTB), ambos governistas.

Na audiência foram debatidas a emenda constitucional nº 18, que modifica o regime próprio de previdência social dos servidores estaduais titulares de cargos efetivos do Estado, e o projeto de lei complementar 80, de 2019, que dispõe sobre as aposentadorias e pensões do regime próprio de previdência dos servidores e pensões do regime próprio de previdência dos servidores públicos.

Com relação à greve, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou ontem que orientou todas as escolas estaduais para permanecerem abertas nesta terça-feira (03). Para a Seduc, a valorização do professor, figura central no processo de aprendizagem, é prioridade.

Beto Silva

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