Professores fazem mobilização

Mobilização da categoria foi ontem e greve pode acontecer

O levantamento realizado pela subsede da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) em Piracicaba revela que 65% das escolas estaduais na cidade aderiram à paralisação das atividades nesta sexta-feira pelo reajuste salarial de 10,15% para os professores e em protesto à proposta de reforma da Previdência Social, do Governo Federal, em trâmite no Congresso Nacional.

O levantamento aponta que em 19 escolas (29%) a paralisação foi total, enquanto que em 25 delas parcial (36%) e em 24 (35%) não houve adesão ao movimento.

A presidente da Apeoesp, deputada estadual Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel, afirmou que a paralisação é pelo reajuste salarial à categoria e em protesto à proposta de reforma da Previdência Social, que prejudica a todos os trabalhadores, inclusive os professores.

Parte dos professores que aderiu ao movimento de para lisação seguiu para São Paulo e participou da assembleia na Praça da República, para debater a campanha salarial da categoria pelo imediato reajuste e por uma educação sem censura. Em seguida, os professores participaram do ato público contra a proposta de reforma da Previdência Social, que as centrais sindicais marcaram para o final do dia, na avenida Paulista, em frente ao vão livre do Masp. “A proposta do governo federal fará com que os professores e as professoras em sala de aula por mais 10 anos,
além do tempo computado atualmente”, disse Bebel.

Para ela, somente com a pressão da sociedade será possível impedir a reforma. Ela lembra que foi com muita pressão e mobilização que os trabalhadores conseguiram no ano de 2016 impedir a
reforma da Previdência, proposta pelo então presidente Michel Temer.

 

(Beto Silva)