Projeto da OSP envolve música e comportamento

Disciplina, organização, responsabilidade e respeito. Esses são alguns dos aspectos trabalhados no mais recente projeto da OSP (Orquestra Sinfônica de Piracicaba), o Pequena Grande Orquestra, de inclusão social de crianças e adolescentes matriculados no 1º ao 5º ano da rede municipal de ensino de Piracicaba. Ontem, a reportagem do Jornal de Piracicaba acompanhou a primeira vivência de 2018 da iniciativa — uma aula de violino ministrada a uma turma dos 40 estudantes selecionados na Escola Profª. Olívia Capranico, no Mário Dedini, para participarem da atividade, que ocorre semanalmente, em horário oposto ao escolar, com o professor Willian Rodrigues da Silva, instrumentista da OSP desde 2015. Alguns ex-alunos da unidade também estão no projeto.
 
 
Natielle dos Santos, 6, falou que espera ansiosa pelas próximas aulas. “Gostei e pretendo vir sempre. Não vejo a hora de chegar a semana que vem”, disse ela, que participa do Pequena Grande Orquestra junto do irmão Alifer, 11. A mãe deles, Ana Paula Rubinato, acompanhou os filhos durante toda a ação. “Há tempos, a Natielle assistiu uma apresentação da orquestra no Engenho e começou a dizer que queria tocar também. O Alifer era muito agitado e, depois das aulas, ficou mais tranquilo. Melhorou bastante, principalmente o comportamento na escola”, completou.
 
 
Conforme o professor Silva, a música tem papel de alfabetização e superação de dificuldades. “Mais que seguir uma carreira na área, tento, durante as aulas, passar os valores que eu, como músico formado em violino e viola erudita de arco, aprendi na orquestra, como ordem, respeito, cidadania. Para ensinar, uso uma pedagogia inovadora, fruto de pesquisa científica, que é um apanhado pedagógico de todos os métodos já utilizados. Em cada aula será desenvolvido um novo método, totalmente lúdico e inspirador”, explicou.
 
 
De acordo com Simone Ferreira, diretora da escola, o projeto levou aos estudantes o senso de responsabilidade. “Um dos requisitos para participação era que eles se comportassem, fizessem lições, tirassem boas notas nas aulas regulares. E isso foi cumprido”, afirmou.