Projeto reflorestará margem esquerda do rio

projeto Membros da Oscip comemoram parceria. (Amanda Vieira /JP)

O Instituto Terra Vida assinou na tarde de ontem um contrato com os responsáveis pela fazenda Monte Alegre, situada no bairro Monte Alegre, para juntos, buscarem recursos para execução do projeto de plantio e manutenção de uma APP (Área de Preservação Permanente). O projeto de adequação ambiental abrange o reflorestamento voluntário das APPs da margem esquerda do rio Piracicaba e de dois córregos tributários, dentro dos limites da propriedade rural. O contrato é de dois anos e durante este período serão plantadas 18.665 mudas de árvores de espécies nativas em uma área de 16,8 hectares.

“O projeto pretende realizar mais do que um reflorestamento. Trata-se de uma restauração florestal, considerando os aspectos biológicos com a missão de devolver uma área que é da cidade. Pretendemos que o espaço traga benefícios e oportunidades para a cidade, como um local de pesquisa e de visitação aberta”, declarou José Orlando de Almeida, especialista em elaboração e gerenciamento de projetos municipais e recursos hídricos.

A gestora do projeto, Ellen Graça explica como surgiu o interesse por restaurar a área. “Começamos a estudar toda parte arquitetônica, dos prédios construídos, do solo e do meio ambiente de toda APP a 100 metros do rio. Fomos conhecer a fauna e descobrimos com um engenheiro florestal que a nossa floresta é ‘maquiada’, não é nativa. É uma floresta exótica com mudas que vieram de outros países e, de acordo com os engenheiros ambientais, a qualidade de uma APP, é medida pela quantidade de árvores da própria região, do próprio país”, explicou. Foi a partir dessas informações que surgiu a necessidade da restauração de todo patrimônio histórico da usina de Inovação Monte Alegre e da parte ambiental.

“É um sentimento incrível, estamos há tempos tentando colocar em prática esse projeto. Foram anos de estudo, que serão colocados em prática”, contou a gestora.

José Orlando de Almeida pede que as empresas da região contribuam com a causa, que segundo ele é de extrema importância. “Nosso objetivo é sensibilizar e conscientizar as empresas de lucro real, a investir na cidade e como resultado obter um retorno de impostos. São mais de R$ 16 milhões que saem da cidade e vão para o Estado. Esses recursos podem, por meio de incentivos, ficarem na cidade. A Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) é um mecanismo legal, e por meio dela a empresa pode conquistar o selo verde e tornar-se simpática para os clientes, fornecedores e comunidade”, salientou.

A Oscip é uma qualificação jurídica atribuída a diferentes tipos de entidades privadas que atuam em áreas típicas do setor público com interesse social, que podem ser financiadas pelo Estado ou pela iniciativa privada sem fins lucrativos.

(Raquel Soares)