Quaresma na crise, mas força na fé!

Se a crise existe, a fé existe também, daí o homem religioso concentrar todas as suas forças e coragem no seu objetivo inabalável que leva a patamares e direções ao encontro Daquele que vem e está sempre na vida dos que acreditam na força da verdade e do amor que tudo pode e, por isso, tudo receberá, com certeza. De uma forma ou de outra, o Deus do Universo resolverá o grande problema de quem não se deixa destruir, mas caminha fervoroso em busca de novos momentos e atitudes melhores, que chegarão a qualquer momento, pois, se, “não há bem que sempre dure, não há mal que nunca se acabe também”.
 
Então, importa lembrar que o “ajuda-te e Eu te ajudarei” tem de ficar na mente e na pauta principal da nossa vida para quebrar com raça e dinamismo as situações injustas, com o propósito de arregaçar as mangas, lutar com unhas e dentes, trabalhar muito e partir ignorando as maldades e incoerências que magoaram e magoam, mutilou e mutila ainda os cidadãos, seus bons pensamentos e as ações honestas, mas que encontrarão forças para cancelar o mal plantado, que será derrotado, perderá a luta e não será o vitorioso! 
 
Estamos na Quaresma novamente, que é o período de 40 dias que antecedem a principal celebração do cristianismo, a Páscoa, quando os cristãos se preparam e aguardam a celebração do nascimento de Jesus, uma tradição que “começou no século 4, onde eram comuns que acontecimentos importantes ocorressem em períodos de 40 dias ou 40 anos, como os do povo de Israel no deserto em busca da terra prometida ou os 40 dias de Jesus no deserto.
 
Daí, nesta época da Quaresma os cristãos buscarem se aproximar mais da religião e de Deus, fazendo algum tipo de penitência, orações mais frequentes, com atos e obras de caridade, e sacrifícios com as esmolas e o jejum, de acordo com os preceitos e pedidos das igrejas cristãs.
 
Se passamos já por tantas crises, sendo esta tão dolorosa, desrespeitosa, covarde e inconsequente (sobretudo para os brasileiros, que é a meta de hoje nesse artigo), temos a força de nossa fé, que é grande e que não perde a “esperança” de antever um futuro radiante e racional na vivência de novos tempos mais luminosos e repletos de concórdia e harmonia entre os fiéis que aguardam com alegria e emoção a chegada Daquele que irá nascer novamente para aquecer e fortalecer os corações dos homens de boa vontade.
 
 
M. Helena Corazza é escritora e ex-presidente da Academia Piracicabana de Letras
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