Queda de árvore deixa prejuízo de R$ 2,5 mil para motorista

Grande galho de árvore caiu sobre o carro da engenheiro Andreia Alves no sábado (11). (Divulgação)

A engenheira florestal Andreia Alves Erdmann está com a seguinte dúvida desde o último sábado (11): quem pagará o prejuízo de, em média, R$ 2.500 causado pela queda de um grande galho de árvore sobre seu carro na rua Benjamin Constant.

Andreia acabara de voltar de viagem e estacionou o carro na vaga debaixo da árvore para ir a uma papelaria próxima. Na ocasião, não estava chovendo, tampouco ventado, e a árvore aparenta estar saudável por fora, como afirma. “Estacionei ali porque estava um dia bem quente, […] e fazia uns dias que não chovia, dois ou três, não sei, e tava sem nada de vento”, comenta.

A engenheira florestal preocupa-se ainda com a segurança da população. O galho quase atingiu um ciclista. “Se essa árvore tivesse atingido a minha cabeça ou a do ciclista, certamente teria causado estrago muito grande, se não tivesse feito vítimas fatais. E isso é complicado, por que a gente é culpado por andar na calçada?”, questiona.

A soma do prejuízo, de acordo com três orçamentos feitos por Andreia e seu marido, inclui funilaria e pintura das portas dianteiras e traseira e do para-lama do lado esquerdo do carro, além da pintura do para-choque e martelinho no teto e na coluna esquerda.

No começo da semana, Andreia solicitou um atestado de sinistro ao Corpo de Bombeiros, que retirou a árvore de cima do seu carro. A documentação deve ficar pronta na segunda-feira (20). Ela pretende entrar com processo no juizado de pequenas causas para resolver o problema e ter a decisão de quem é a responsabilidade de ajudá-la a arcar com o prejuízo.

Ontem, Andreia procurou pelo 6º DP (Delegacia Seccional de Polícia de Piracicaba) para fazer um B.O. (Boletim de Ocorrência). Lá, foi informada que para esse caso cabe B.O., uma vez que não é doloso, ou seja, não houve a intenção de causar danos.

A árvore é da espécie Ipê e Andreia questiona a possibilidade dela estar com cupim ou oca. Segundo a engenheira florestal, em rápida análise, a árvore não aparentava estar podre para não segurar o galho que caiu em condições climáticas normais. “Se Piracicaba tem árvores, acho que deveriam ser bem cuidadas ainda mais árvore de grande porte, como é o caso […] E a Prefeitura não está cuidando ou o prédio não está”, desabafa.

De acordo com o porteiro do condomínio Edifício Dona Amélia, Reinaldo Victoriano, a poda preventiva das árvores que ficam em frente ao edifício sempre é solicitada à prefeitura quando apresentam riscos aos moradores.

 

Árvore aparenta estar “podre” por dentro, diz reclamante. (Créditos: Claudinho Coradini/JP)

Os restos dos galhos e folhagens que caíram no sábado ainda não foram retirados e estão na calçada, impedindo o tráfego normal dos pedestres. Victoriano afirma que a retirada já foi solicitada para a Prefeitura. Ele preocupa-se ainda com novos transtornos, como a possibilidade de alguém passar pela via e jogar bituca de cigarro acesa na folhagem.

Em nota, a Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente) informou que tem programação de corte e poda de árvores demandadas pelo 156, além de serviço de ultrassom que aponta o estado das árvores. “Sobre a questão dos danos, a Prefeitura sempre que acionada judicialmente e havendo a sentença ou acordo faz o ressarcimento dos danos”.

 

Andressa Mota
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