Quem será o novo presidente?

 

Amanhã, a Câmara de Vereadores de Piracicaba vai escolher seu novo presidente, o que é comum nos legislativos municipais, mas no nosso caso o que está em disputa é uma espécie de renovação para o mesmo ou novas bases para o Legislativo. De um lado um perfil mais popular de Gilmar Rotta (MDB), apesar do partido ser o mesmo do atual presidente Michel Temer, o postulante defende uma nova forma de legislar, menos assistencialista e mais colaborativa e focada na construção de políticas públicas ao lado de comunidade e na saúde. Trouxe recursos de emendas para a cidade, o que podemos considerar com pontos positivos.

Já o médico Paulo Serra (PPS) vem de um partido com certa história na cidade que tem como capitão, o deputado estadual Roberto Morais, contudo sua história política é mais recente e distante do deputado. Como cardiologista também foca em saúde e defendeu o fim do Mais Médicos, que trouxe profissionais cubanos para Piracicaba.

E saúde, todos sabem, é um buraco na vida desse país e palavra de ordem em qualquer cidade, esteja ela onde estiver nos 4.174 km que vão do Oiapoque ao Chuí. Mas, para nossos dois postulantes, não adianta apenas falar, a atitude sempre vale mais que as palavras.

A composição das chapas capitaneadas por Rotta e Serra também são bem interessantes, já que o PSDB – partido do atual prefeito e figura política extremamente influente, Barjas Negri – parece ter se dividido entre os grupos com dois tucanos (Pedro Kawai e Rerlison de Rezende) no grupo de Rotta e Jonson Sarapu de Oliveira e André Bandeira, ambos também do PSDB, se unindo às ideias do doutor Serra.

Há quem comente, que existe aí uma grande diferença de escolas, que indicam Rotta como uma nova proposta mais alinhada às ideias do atual presidente Matheus Erler de profissinalização e valorização da Casa com continuidade da ampliação da transparência pública e participação popular. Já Serra estaria mais sintonizado com a chamada velha escola do ex-vereador e atual presidente da Emdhap (Empresa Municipal de Desenvolvimento Habitacional de Piracicaba), João Manoel dos Santos (PTB), figura emblemática na condução da casa e Jose Aparecido Longatto (PSDB) com seis mandatos.

Amanhã, a partir das 9h, o piracicabano vai poder acompanhar ao vivo, pela TV Câmara, o resultado desse trabalho de bastidores que vem sendo feito pelas duas chapas. Seja qual for o resultado, tudo será diferente em 1º de janeiro, por isso, ambos terão que compreender acima de tudo que uma cidade pretende se chamar de moderna, precisa ouvir e atender aos anseios da população. Seria prático gastar menos tempo acariciando aqueles que não precisam da vereança e mais tempo ouvindo quem sequer sabe que tem direitos e existem caminhos para ter uma vida digna e justa em um município, que no próximo ano pretende ter um Orçamento – aprovado nesta semana por essa mesma Casa – de R$ 1,7 bilhão. Resta agora sabe qual a cota de suor e sacrifício, que cada um desses representantes quer e vai dar para melhorar essa grande cidade.

(Alessandra Morgado)