Remoção de falsas seringueiras na Praça da Boyes causa polêmica

árvore Árvores estavam podres e ofereciam riscos, segundo Prefeitura. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A Prefeitura de Piracicaba iniciou na semana passada a remoção dos três grandes troncos de árvores da espécie “falsas seringueiras” (ficus ellastica) na Praça da Boyes e o trabalho repercutiu entre os populares, dividindo opiniões. O Jornal de Piracicaba postou em sua página no Facebook vídeo com imagens das madeiras sendo cortadas e empilhadas. A postagem rendeu um série de comentários criticando a ação. No local, a reportagem do JP ouviu moradores que se mostraram compreensivos em relação a necessidade do corte.

No Facebook, o tom dos comentários variou entre os de pessoas que reclamaram da demora para atender a solicitação de retirada da árvore na calçada da casa dele, aos de outros que fizeram relação do fato ocorrido em Piracicaba com desmatamento registrado na Floresta Amazônica, passando por daqueles que pediram a retirada dos bares e restaurantes instalados do outro lado da rua.

Moradoras em uma casa em frente à praça, as irmãs Miram e Jussara Veiga pesaram os prós e os contras nas suas opiniões. “Quando começaram a retirar as árvores, realmente deu uma tristeza muito grande. Elas faziam uma sombra deliciosa, mas estavam ficando perigosas. Os galhos delas eram muito pesados e caíram em carros na rua, caiu galho no telhado da casa do outro lado da rua”, afirmou Jussara.

Em princípio, elas consideraram que a manutenção, com a poda regular, seria suficiente. Depois, mudaram de ideia. “Estavam realmente podres. Quando começaram a cortar, fui ver. Havia buracos dentro dos troncos” falou Miriam.

As árvores foram radicalmente podadas pela prefeitura em fevereiro deste ano. Todos os galhos foram suprimidos. Desde então, apenas os três grandes troncos permaneciam no local. Segundo a prefeitura, os troncos das seringueiras pesam em torno de 40 toneladas cada. A remoção deles teve início na semana passada e ainda deve levar mais 15 dias para ser concluído.

O trabalho envolve quatro motosserristas, uma pá carregadeira e três caminhões. A prefeitura informou que o intervalo de sete meses entre a poda radical e a retirada dos tronco deve-se justamente ao fato de a Sedema (Secretaria de Defesa do Meio Ambiente) considerar a complexidade da operação e a quantidade de homens e equipamentos envolvidos. Esses deixariam de realizar outros serviços na cidade enquanto estivessem na praça da Boyes.

De acordo com a prefeitura, as falsas seringueiras da Boyes tinham idade estimada entre 70 e 80 anos e tiveram de ser suprimidas por questões de segurança. A ação foi realizada após uma série de estudos e análises técnicas realizadas por um corpo de especialistas, coordenados pela equipe do Núcleo de Arborização Urbana da , informou, em nota. A secretaria projeta agora a revitalização da praça.

(Rodrigo Guadagnim)