Restos de aguapés aparecem no rio Piracicaba

rio Planta parou perto da av.Beira-Rio e Rua do Porto. ( Foto: Amanda Vieira / JP)

Uma grande quantidade de placas de aguapés desceu, a partir da tarde de anteontem e durante todo o dia de ontem, pelo rio Piracicaba e se acumulou no trecho próximo à avenida Beira-Rio e à Rua do Porto. A origem das plantas não foi confirmada, porém o único reservatório infestado por aguapés acima de Piracicaba é o de Salto Grande, em Americana. Está em curso um debate que envolve , a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), o Ministério Público, por meio do Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente) e a CPFL Energia.

No último dia 11 de setembro, a CPFL se reuniu com a Prefeitura de Americana e tomou a decisão de abrir as comportas da represa para liberação das plantas.O Gaema interveio, no entanto, e argumentou que a liberação poderia impactar o meio ambiente. Reunião entre autoridades foi realizada em 18 de setembro e definiu um prazo de dez dias para apresentação do plano de retirada das plantas (o documento está em análise na Cetesb e ainda não foi aprovado).

O promotor Ivan Carneiro Castanheiro disse que acompanha o caso desde 2014, quando retirada mecânica das macrófitas (aguapés) foi suspensa pela CPFL, com base em um estudo da companhia que apontou suposta ineficiência do método. Atualmente, estima-se que cerca de 40% da represa do Salto Grande esteja tomada por aguapés. Carneiro disse não ser possível afirmar que a CPFL, operadora de uma central hidrelétrica na represa, tenha aberto a comporta para liberar os aguapés propositalmente ou se as plantas extravasaram represa abaixo pela saída natural de água.

O promotor defende a retomada do investimento da CPFL na remoção mecânica. Ele teme que a planta liberada se acumule nos remansos do Piracicaba, ocasionando brusca redução da quantidade de oxigênio e, consequente, mortandade de peixes ou que chegue à região do Tanquã, conhecida, como minipantanal paulista. A CPFL afirmou que “não é possível identificar com precisão a origem das macrófitas, uma vez que outros rios também deságuam no rio Piracicaba.

(Rodrigo Guadaguinin)