Revolução nas urnas

 Acredite: cada voto vale muito. E uma boa escolha pode resutar em melhores condições de vida à população

Faz 33 anos que os brasileiros conquistaram novamente o direito de votar nos candidatos de sua preferência, depois da repressão da ditadura militar. E esses novos ares democráticos voltam a soprar novamente nas eleições gerais de 7 de outubro para presidente da República e vice, governador e vice, senador e deputados federais e estaduais. Os brasileiros não abrem mão de exercer seu direito ao voto. Mesmo aqueles que votam em branco ou nulo, demonstram, na urna, sua insatisfação com a política praticada no país.

Piracicaba está inserida neste processo eleitoral. Nesta semana, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou o registro de 20 candidatos a deputado com domicílio eleitoral no município. Estão na corrida eleitoral 13 postulantes à Assembleia Legislativa e 7 à Câmara dos Deputados. Somado, o patrimônio desses candidatos soma R$ 15,8 milhões, como apurou o repórter Beto Silva, junto ao site do TSE.

Nessas três décadas de sufrágio eleitoral, houve uma mudança drástica nas eleições brasileiras. A maior delas foi a substituição do voto de papel pela urna eletrônica. Há quem diga que as urnas facilitam a fraude, mas o que se observa é que a informática mudou para melhor a cobertura jornalística. Antes, o resultado final demorava dias. Hoje, no mesmo dia os eleitores já sabem quem são os eleitos. Foi um ganho gigantesco para democracia. Tudo bem que perdeu aquela emoção da disputa voto a voto.

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, dos outros Estados e também o TSE revolucionaram a transparência nas eleições. Hoje, do conforto de sua residência, o eleitor acessa os sites e descobre, por exemplo, o nome do candidato, sua idade, profissão. Atráves dos sites da Justiça descobre se esse mesmo candidato é ficha limpa ou suja, ou seja, se cuidou mal do dinheiro público. Em todas as eleições, os candidatos que descumprem a lei e fazem propaganda irregular podem ser denunciados ao tribunal, que apura para punir os responsáveis.

Há quem diga que o Brasil retrocedeu em todos os campos, mas no aspecto eleitoral pode-se dizer que o país evoluiu para melhor. Pode-se dizer que a jovem democracia brasileira ainda engatinha. É verdade. Mas os eleitores não podem dizer mais que desconhecem a vida pregressa dos candidatos. Com um clique descobre quantos processos tem cada candidato, se tem bens bloqueados, entre outros.

A democracia brasileira ainda é capenga. Só vai evoluir ainda mais quando a educação tiver o merecido investimento para formação de cidadãos conscientes – muitos políticos não querem isso. Mas aos trancos e barrancos, o país avança. E cada eleitor tem seu papel nesse processo. Acredite: cada voto vale muito. E uma boa escolha pode resutar em melhores condições de vida à população.

(Claudete Campos)