Roberto Morais assume em março,o 6º mandato consecutivo como deputado estadual para atuar na Assembleia

PERSONA Reeleito Roberto Morais reforça que sua luta será porrecursos que atendam pessoas com doenças raras hereditárias e fará campanha para aprovação da Região Metropolitana de Piracicaba.

O deputado estadual Roberto Morais foi eleito este ano para seu 6º mandato na Assembleia Legislativa. Aos 59 anos, o charqueadense filho do casal Julieta Turchi e Roberto Morais, ambos já falecidos, foi eleito com mais de 66.000 votos, dos quais 40.000 mil foram conquistados em Piracicaba. Morais tem dois irmãos, Ronaldo e Elisabete, é casado com Nilva Maria Bonazzi e pai de Letícia.

Na apresentação oficial do seu site, o deputado diz que começou a trabalhar muito cedo, ajudando o pai nas tarefas do pequeno armazém da família. Aos 17 anos, iniciou suas atividades em programas esportivos e de serviço público na rádio Difusora de Piracicaba, sempre acompanhando os jogos do XV de Novembro de Piracicaba, uma de suas paixões.

Abraçando definitivamente o jornalismo como profissão, Roberto Morais mantém hoje o programa diário “Jornal da manhã”, na Rádio Jovem Pan News 910 AM de Piracicaba, e é autor do livro “Jornada Política”. Questionado sobre qual seu hobby ele respondeu “conviver com minha família e conversar com os amigos”.

Morais ingressou na política e elegeu-se, em 1992, pelo Partido Popular Socialista (PPS), vereador de Piracicaba pela primeira vez. Em 1996 concorreu à reeleição e foi eleito como o vereador mais votado de toda a história política de Piracicaba. Sua justificativa de ingressar na política é lutar por uma participação mais ativa na busca de soluções para os problemas sociais.

Em 1998 candidatou-se a deputado estadual numa campanha vitoriosa que lhe deu o direito de ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa, em 1998, pelo PPS. Ele Foi reeleito em 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018.

No Legislativo paulista, Roberto Morais ocupou cargos na Mesa Diretora, foi relator e vice-presidente de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito), membro do Conselho Deliberativo do Instituto do Legislativo e membro de comissões permanentes da Casa. Atualmente, o deputado representa a Assembleia Legislativa como membro efetivo do Conselho Consultivo da Agência Reguladora de Serviços Públicos delegados ao Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Na Assembleia Legislativa é o presidente da Comissão Permanente de Assuntos Metropolitanos e Municipais; e também integra as seguintes comissões: de Fiscalização e Controle; de Transportes e Comunicações; de Saúde e de Infraestrutura.

Entre as leis de sua autoria estão as que permitiram às entidades assistenciais de Piracicaba receberem o título de utilidade pública estadual o que, consequentemente, aumentou os recursos para a manutenção e o desenvolvimento dos trabalhos realizados. Nesta semana, o deputado respondeu – por e-mail – às perguntas da reportagem do Jornal de Piracicaba para a coluna Persona, durante uma pausa nas atividades da Assembleia.

Em 15 de março o senhor assume qual mandato na Assembleia Legislativa?
Com muita honra, assumo em 2019, meu sexto mandato como representante dos piracicabanos e dos moradores da região junto à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Quantos votos o senhor recebeu no geral nestas eleições e qual a quantidade em Piracicaba?
No total 66.447 votos, em Piracicaba 40.296 votos recebidos na cidade.

Muito se falou em renovação durante a campanha deste ano, como o senhor analisa essa tendência de a sociedade querer novos nomes ao mesmo tempo em que o senhor foi eleito para mais um mandato?

Essa é uma tendência natural na política. A vontade de renovar sempre aparece em processos eleitorais. Nessa última eleição, apareceu com muita força. Foi reeleito quem tinha trabalho e resultados para mostrar. Graças a Deus, isso nunca faltou nos meus mandatos.

Ao longo dos mandatos, quais funções o senhor assumiu na Assembleia Legislativa e gostaria de destacar?
Devido a minha atuação política, ocupei várias e importantes funções no parlamento paulista. Fui 3º secretário da Mesa Diretora; relator da CPI dos Pedágios; vice-presidente da CPI que investigou deficiências e abusos no sistema prisional do Estado de São Paulo; membro do Conselho Deliberativo do Instituto do Legislativo; presidente da Comissão de Assuntos Municipais (por duas vezes) e presidente da CPI que investigou a ‘Guerra Fiscal’. Ainda fui membro das Comissões Permanentes de Constituição, Justiça e Redação; de Relações do Trabalho; de Fiscalização e Controle; e de Transportes. Por cinco anos foi líder da bancada do PPS na Assembleia Legislativa.

 

Piracicaba será representada por três deputados estaduais, mas, por outro lado, perdeu a representatividade na Câmara dos Deputados, como o senhor avalia esse fato. A cidade tende a perder por não ter um deputado federal?

É uma pena que não tenhamos representantes na esfera federal. A cidade perde com isso. Perde em força política e deixa de receber verbas orçamentárias que seriam importantíssimas para a população, principalmente para a saúde e investimentos no social.

Quais projetos o senhor pretende apresentar para a Região de Piracicaba neste novo mandato? Já há alguma proposta definida ou algum tema que o senhor queira dedicar atenção?
Tenho orgulho de exercer mandatos que ajudaram a salvar vidas. A continuidade na luta por recursos que atendam as pessoas com doenças raras hereditárias continuará sendo meu principal compromisso.

O senhor é autor do projeto que cria a Região Metropolitana de Piracicaba, poderia explicar o que a cidade e os municípios do entorno ganham fazendo parte de uma região metropolitana?
Planejamento de ações coletivas e ganho de força política. Esses são os principais benefícios da regionalização administrativa do poder público. Além disso, teremos avanços com a implantação do transporte metropolitano, redução nas tarifas de telecomunicações, ações conjuntas na defesa do meio-ambiente.

Como está o trâmite deste projeto (Região Metropolitana) na Assembleia Legislativa?
Nós tivemos a iniciativa e elaboramos o Projeto para a criação da Região Metropolitana de Piracicaba. Agora estamos em tratativas com o governo do estado para que seja feita a parte burocrática oficial, que depende do Estado, e ele crie de fato a Região, para ser votada na Assembleia Legislativa.

Quais outras leis de sua autoria o senhor destaca como importantes?
As leis que permitiram que entidades assistenciais de Piracicaba recebessem o título de utilidade pública estadual, consequentemente aumentando os recursos para a manutenção e o desenvolvimento dos trabalhos realizados. Para a saúde, aprovei leis que garantiram ações de apoio para os portadores de Síndrome de Down, Síndrome de RETT, Fibrose Cística e doenças metabólicas hereditárias. Também é de minha autoria o projeto de lei de isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nos produtos alimentícios para diabéticos e para caminhoneiros autônomos.

Recentemente os moradores de Piracicaba e cidades vizinhas foram surpreendidos com notícias de possível instalação de praças de pedágios nas rodovias da região, o senhor – na época – se posicionou contrário e inclusive conversou com o então governador Márcio França, que não foi eleito. Com o a eleição de João Doria, esse assunto pode voltar a preocupar a população da região?
Se voltar à pauta essa discussão, novamente serei o primeiro a me posicionar contrário à instalação de pedágios em nossas rodovias.

Como será sua relação como governo do estado neste mandato? O partido do senhor apoiou a dobradinha Bolsonaro/Doria?
Como sempre, a posição política do meu mandato será baseada nos interesses de Piracicaba e região. Se o governo for honesto e bem-intencionado, certamente terá meu apoio, mas também minha firme cobrança na busca de melhorias para nossa região.

Em setembro deste ano, o então governador Márcio França visitou o interior do Estado e anunciou a transferência de oito secretarias estaduais para a região como forma de facilitar o acesso dos prefeitos do interior às pastas. O que o senhor acha dessa medida?
Sempre fui a favor da descentralização administrativa. Concordo e apoio.

Como deputado estadual reeleito, quais projetos e conquistas o senhor aponta como meta e que ainda não conseguiu viabilizar?
Ampliar os atendimentos na área de saúde pública com a vinda de mais um AME (Ambulatório Médico de Especialidades), criação de uma unidade da rede de reabilitação “Lucy Montoro”, ampliação das ofertas de cursos das Etec’s (Escola Técnica) e da Fatec (Faculdade de Tecnologia), aumento dos recursos para entidades assistenciais, ampliação das obras de infraestrutura urbana nas cidades da região e a criação de unidades especiais de elite no 10º Batalhão da Polícia Militar.

O senhor já foi avaliado pela ONG (Organização Não Governamental) Voto Consciente como o segundo melhor deputado estadual de São Paulo, a que o senhor atribui essa avaliação?
Ao meu trabalho transparente e compromissos cumpridos. O reconhecimento também veio de vários municípios da região que me concederam o Título de Cidadão de: Piracicaba, Barra Bonita, Rafard, Saltinho, Rio das Pedras, Laranjal Paulista, Santa Maria da Serra, Mombuca e São Pedro.

O que os eleitores do deputado Roberto Morais podem esperar deste novo mandato do senhor?
Dedicação, empenho e a postura que sempre nortearam minha vida pública. Trabalho sério e árduo, esse é meu compromisso. Buscar recursos e ações que permitam desenvolver, cada vez mais, nossa cidade e nossa região.

(Beto Silva)