Safra atrasada deve gerar queda de 10%

colheita Chuvas de outubro e novembro reduziram o ritmo da colheita e adiaram o fim da safra. ( Foto: Amanda Vieira/JP)

A moagem de cana de açúcar dos aproximadamente 2.900 produtores da região de Piracicaba, até o momento, está em 6,5 milhões de toneladas, o que pode representar uma queda de 10% em relação a safra do ano passado, quando foram entregues 7,4 milhões de toneladas. A informação é do gerente do departamento técnico da Afocapi (Associação dos Fornecedores de Cana de Piracicaba), José Rodolfo Penatti, que destaca o fato de o término da safra estar atrasado pelas chuvas de outubro e novembro. “A previsão era de término até o meados de outubro. Falta computar novembro, sendo que 95% da safra estão executadas na região que envolve mais de 70 municípios”, explica.

Na região Centro-Sul, na qual está Piracicaba, a moagem de cana de açúcar pelas unidades produtoras somou 21,3 milhões de toneladas na primeira metade de novembro, com queda de 9,18% sobre o resultado da mesma quinzena de 2017. No acumulado desde o início da safra 2018/2019 até 15 de novembro, o processamento chegou a 529,65 milhões de toneladas, configurando queda de 4,55% sobre o valor observado em igual período do ciclo anterior, que foi de 554,89 milhões de toneladas. “Como era esperado no último trimestre do ano, as intensas chuvas ocorridas em todos os estados canavieiros promoveram redução no ritmo de colheita, além da postergação do término da safra em muitas unidades do Centro-Sul”, enfatiza Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).

PRODUÇÃO E MIX — Na primeira metade de novembro, a fabricação de açúcar caiu 29,88% em relação à mesma quinzena de 2017, somando 879,75 mil toneladas. Já no caso do etanol houve aumento de 1,37%, com 1,08 bilhão de litros produzidos, sendo 724,64 milhões de hidratado e 360,27 milhões de anidro. Desde o início da safra 2018/2019 até 15 de novembro, a quantidade fabricada de açúcar totalizou 25,23 milhões de toneladas, recuo de 26,82% quando comparada ao mesmo período de 2017. Em sentido inverso, a produção de etanol acumula alta de 19,44%, alcançando 28,34 bilhões de litros, sendo 8,76 bilhões de anidro e 19,58 bilhões de hidratado. Com isso, 65,97% da matéria-prima processada nos 15 dias iniciais de novembro destinaram-se à produção do renovável (versus 57,62% na mesma quinzena de 2017). Na safra, esse percentual atingiu 64,19%.

(Eliana Teixeira)