Saúde bucal começa na barriga!

Desde a gestação a futura mamãe deve buscar informações com seu dentista sobre a saúde bucal do bebê que vai nascer

De todas as áreas da saúde, a odontologia é, sem dúvida, a que mais tem evoluído nos últimos anos. O fato pode ser comprovado nas diversas especialidades dessa carreira promissora e que, por muito mérito, está em alta novamente no mercado profissional e nas redes sociais.
O cenário não poderia ser diferente quando abordamos o tema da odontologia infantil, pois os avanços socioeconômicos e culturais trouxeram novas realidades às famílias e, junto a isso novos hábitos de vida, tanto no que diz respeito à educação em saúde, quanto em relação à alimentação e dietas de forma geral.
Os dentes das crianças devem receber cuidado especial desde que começam a apontar na boca do bebê, como alerta a odontopediatra Daniela Zambon. “Vale lembrar que o pequeno paciente deve iniciar suas consultas no gabinete odontológico por volta dos seis meses de vida, e que seus pais muito antes também já devem buscar informações sobre a saúde bucal do bebê que vai chegar”, afirma. “Trata-se de um enfoque intra uterino baseado na conscientização e nas mudanças de hábitos que todos deverão passar para a chegada do novo membro familiar”.

ESPECIALISTA
O odontopediatra é um cirurgião-dentista clínico geral com especialização em tratamento odontológico, que vai desde a infância até o começo da adolescência, sendo o enfoque principal as condutas de prevenção da cárie e doenças gengivais, a estimulação das corretas técnicas de higienização, a orientação de uma dieta saudável e o condicionamento dos pequenos pacientes para que possam se adaptar ao consultório odontológico livres de traumas e medos.
“Usamos uma metodologia lógica e segura. Enquanto a criança ainda não tem discernimento para entender a mensagem do cirurgião-dentista, a conversa se restringe com os pais ou responsáveis que estejam acompanhando a consulta”, explica Daniela. “Uma entrevista criteriosa é realizada no início do tratamento e todas as orientações e dúvidas são esclarecidas ao longo dos procedimentos”.

ESTÍMULOS
A dentista ainda atenta para que, quanto mais forem estimulados os programas de prevenção, menores serão os procedimentos curativos, uma vez que a periodicidade às consultas permite o acompanhamento de perto da evolução de cada caso. “Com o passar dos anos, o pequeno paciente acaba sendo lapidado e seus familiares próximos também. Seu sorriso e sua saúde bucal acabam por serem previsíveis, e então o profissional passa a acompanhar o desenvolvimento dentário e esquelético da criança e do pré-adolescente”, diz.

ACOMPANHAMENTO
É possível observar que o sorriso desses pacientes, que começam o acompanhamento odontológico já na infância, tem uma evolução futura positiva. Geralmente, serão adultos com baixo índice de necessidade de procedimentos desagradáveis em suas visitas ao dentista. “Com esses longos anos de trabalho e estando o paciente e seus responsáveis conscientizados sobre a importância de tudo que foi realizado, o profissional pode, então, fazer a migração daquele que foi um pequeno paciente e que, agora, está condicionado e emocionalmente seguro, para o cirurgião-dentista clínico geral”, completa a profissional.
Com isso, um ciclo de amizade e respeito se fecha, além dos conceitos de saúde bucal que ficarão muito bem guardados na lembrança e serão perpetuados para as gerações futuras.