Saúde e asfalto lideram queixas em Piracicaba, aponta estudo

Para 26,49% dos piracicabanos saúde é o principal problema. Outros 22,77%, dizem que é o asfalto. Em alguns setores da cidade os problemas em saúde atingem 34% da população. (foto: Claudinho Coradini/JP)

A saúde e o asfalto são os principais problemas da cidade de Piracicaba, conforme resultado da pesquisa realizada neste mês encomendada pelo Jornal de Piracicaba. De acordo com o levantamento, 26,49% dos entrevistados apontaram a saúde e outros 22,77% citaram o asfalto como principais fatores negativos do município. A pesquisa foi realizada pela Interativa Pesquisas e ouviu 400 pessoas distribuídas em cinco setores da cidade.

O resultado da pesquisa se mostrou o mesmo quando do cruzamento de dados por gênero, idade ou grau de instrução. Os percentuais só diferem quando analisados por setor. Para a população do setor 4, formado pelos bairros Cecap, Piracicamirim, Morumbi e Vila Independência, a saúde é o principal problema para 34% da população.

A Secretaria de Saúde respondeu que informações internas do governo municipal evidenciam dois fatores que estão diretamente relacionados à percepção dos usuários sobre a qualidade de atendimento na rede pública de saúde, como demonstrado na pesquisa: falta de médico e demora no atendimento.

O primeiro fator, segundo a pasta, foi acentuado devido à Reforma da Previdência. Vários médicos da rede pública que estavam próximo da idade de se aposentar acharam por bem antecipar o pedido de aposentadoria devido ao receio de serem prejudicados com as novas regras. “Tivemos também alguns pedidos de exoneração”.

Além disso, perdemos médicos do Programa Mais Médicos, profissionais que atuavam nas USF, próximos à comunidade”, informou a assessoria.

O segundo fator é apontado na Urgência e Emergência, onde o atendimento é por classificação de risco. Ou seja, os casos classificados nas cores vermelha e laranja têm prioridade. Enquanto os classificados nas cores verde e azul não têm prioridade.

Estatísticas oficiais indicam que de 80 a 90% das pessoas que vão às UPAS estão com problemas de saúde que poderiam ser resolvidos nos postos de saúde dos bairros, ou seja, classificadas pelas cores verde e azul, mas que acabam buscando atendimento emergencial e sobrecarregam as UPAs, gerando fila e a demora no atendimento”, informou.

A prefeitura homologou a contatação de 44 novos médicos, entre generalistas e especialistas. Outras medidas foram tomadas para o acesso da população ao sistema público de saúde, com a criação do Hospital Regional e o incentivo ao Hospital Ilumina. “Será construída uma policlínica na Balbo e novas USFs na região norte da cidade, além da nova UPA da Vila Cristina, com sua obra já em fase avançada”, acrescentou.

ASFALTO

Segundo a administração municipal, uma pesquisa sobre a idade do asfalto feita em 2012 apontou que, a vida útil do pavimento, em sua maioria, está vencida, isto é, a composição dos materiais da camada asfáltica já não corresponde com os requisitos básicos da norma.

Além disso, é necessário destacar que o fluxo constante de veículos acelera o processo de desgaste pelo processo de fadiga. São mais de 400 mil veículos rodando pela cidade. Até 2004, havia bairros inteiros, como Monte Rey, Mário Dedini, sem asfalto. Por meio da operação Tapa-buraco, foram feitos reparos em todos os bairros. A operação prioriza vias por onde passa o transporte coletivo. “Os problemas podem ser comunicados pelo telefone 156, para que eles sejam incluídos no cronograma de serviços”, informou.

Beto Silva
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