Saúde espera vacinar mais de 30 mil cães e gatos contra a raiva

Secretaria de Saúde fará vacinação de cães e gatos de 14 de setembro a 9 de novembro, aos sábados. (foto: Amanda Vieira/JP)

A cidade de Piracicaba teve prioridade no Estado de São Paulo para a Campanha de Vacinação Antirrábica a ser realizada na Zona Urbana, pelo fato de nove morcegos terem sido diagnosticados com raiva ao longo deste ano.

A imunização ocorrerá de 14 de setembro a 9 de novembro, período correspondente a nove sábados. Serão 166 postos distribuídos por toda a área urbana com aumento de cinco postos novos em relação a 2018. O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) tem como meta vacinar cerca de 30.500 animais nesta etapa.

Todos os cães e gatos a partir dos três meses de idade podem receber a vacina. Animais doentes, em tratamento ou debilitados devem aguardar a recuperação e a alta do veterinário. O mesmo ocorre com as gestantes e com crias.

Esses animais devem esperar o desmame dos filhotes para receber a vacina, que pode ser aplicada em outra ocasião, direto no CCZ, que funciona como ponto fixo durante todo ano, de segunda a sábado, das 8h às 16 horas.

DEMANDA

O Ministério da Saúde informou que adquire doses da vacina antirrábica para cães e gatos em quantidade suficiente para atender a demanda mensal dos estados quanto à vacinação de bloqueio de foco, que ocorre quando um animal é diagnosticado com o vírus da raiva.

Segundo a assessoria de imprensa, atualmente, o ministério aguarda a entrega do laboratório fornecedor, que informou ter identificado problemas técnicos na produção da vacina.

A pasta está empenhada em solucionar este atraso junto ao laboratório fornecedor da vacina, e ressalta que as doses serão enviadas aos estados assim que a produção for normalizada’, informou acrescentando que os municípios prioritários, ou seja, aqueles que tiveram confirmação de casos de raiva em animais, receberão as doses para a realização da campanha.

Para isso, o Ministério da Saúde remanejará as doses destinadas à rotina de vacinação no país. A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde informou o não recebeu do Ministério da Saúde a quantidade suficiente para suprir as demandas dos municípios, por isso o medicamento está em falta em grande parte das cidades paulistas. A pasta confirmou que faz o repasse aos municípios a partir do momento que as vacinas são enviadas pelo órgão federal.

Beto Silva
[email protected]