Scanner corporal agiliza em três vezes as revistas de presos

O uso do scanner corporal agilizou em pelo menos três vezes o procedimento de revistas de familiares de detentos no CDP (Centro de Detenção Provisória) Dr. Nelson Furlan e Penitenciária Masculina. O equipamento está sendo utilizado nas unidades desde novembro de 2017. Segundo a SAP (Secretaria Estadual de Administração Penitenciária), eles foram locados por 30 meses. A vencedora da concorrência realizada por pregão eletrônico no dia 26 de julho de 2017 foi a Nuctech do Brasil Ltda e o valor total de contrato é de R$ 45,2 milhões.
 
De acordo com a pasta, a empresa é responsável por fornecer e instalar os equipamentos e infraestrutura nos locais determinados pela SAP, devendo prover manutenção preventiva, corretiva e suporte técnico para a solução fornecida, sem  ônus adicional. Com esses aparelhos, é possível realizar as revistas em visitantes a partir das imagens geradas pelo equipamento, identificando possíveis ilícitos como drogas e celulares de maneira rápida e eficiente.
 
O diretor do CDP, Maurício Arantes Romero Gonçalves, disse que antes do scanner corporal os agentes de segurança penitenciária demoravam, em média, 15 minutos para revistar cada um dos 400 visitantes que comparecem à unidade por fim de semana. “Após a chegada dos equipamentos, esse tempo passou para, no máximo, cinco minutos. Sem contar que tem a possibilidade — praticamente zero — de entrar com algum entorpecente ou objeto ilícito na unidade”, disse.
 
Gonçalves acrescentou que o novo método contribuiu para o aumento em 25% no número de visitantes aos fins de semana. “Percebemos que, entre os novos visitantes, a maioria era mães, que passaram a visitar os filhos, pois antes sentiam-se constrangidas em passar pelo procedimento antigo de revista”, afirmou Gonçalves.
 
Para o diretor da Penitenciária, Élcio Bonságlia, a maioria dos familiares é de pessoas de bem. “Os parentes dos ressocializandos sentiram-se mais tranquilos, pois as revistas não são invasivas”, afirmou Bonságlia. Segundo o diretor, o visitante passa por uma esteira do equipamento sem contato  com o funcionário da unidade. “Estamos ainda em um processo de aprimoramento e, certamente, em breve, o tempo de revista com qualidade deverá diminuir ainda mais”, enfatizou o diretor da penitenciária.
 
 
PROIBIÇÃO — O scanner corporal foi adotado após a proibição da revista íntima corporal nos presídios da região de Campinas, que abrange Piracicaba, desde julho de 2017, após decisão do juiz Bruno Paiva Garcia, do Departamento Estadual de Execuções Criminais.  O magistrado considerou que o procedimento é vexatório e atenta contra a dignidade da pessoa humana.