Sedema segue com o corte de seringueiras na Praça da Boyes

A Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente) segue com os trabalhos de supressão de duas grandes árvores na Praça da Boyes, ao lado da rua Luiz de Queiroz, onde há grande movimentação de pessoas devido aos restaurantes e bares. Os trabalhos, que começaram dia 5 de fevereiro e tinham prazo de 20 dias para seu término, no entanto, ontem completou 60 dias de ações voltadas à supressão das árvores.
 
De acordo com a pasta, após uma série de estudos e análises técnicas ao longo de 2017 – realizadas por um corpo de especialistas, a Prefeitura determinou a necessidade, com urgência, da supressão de três árvores da espécie falsa seringueira (fícus ellastica) – situadas na Praça da Boyes. “Os primeiros sinais de comprometimento das árvores foram verificados após repetidos episódios de quedas de grandes galhos das seringueiras. Os trabalhos que verificaram as condições fitossanitárias das árvores tiveram início há um ano e foram coordenados pela equipe do Departamento de Arborização Urbana da Sedema. O levantamento contou com o acompanhamento técnico de um entomologista (especialista em insetos) da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. O resultado foi unânime ao apontar a necessidade imediata do corte das três árvores”, informou.
 
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, José Otávio Machado Menten, a Sedema buscou uma série de alternativas a fim de evitar o corte das árvores, mas o processo foi irreversível, dada a decadência delas. “Árvores são seres vivos, quando jovens se recuperam melhor de doenças, enquanto idosas tendem a ter mais dificuldade. Sabemos do valor histórico e da importância delas na composição da paisagem daquele local, porém, pensando na segurança dos munícipes, o corte foi autorizado”, disse.
 
Por estarem doentes, as três seringueiras – com idade estimada entre 70 e 80 anos ofereciam riscos constantes aos pedestres, motoristas, frequentadores e trabalhadores da praça e dos estabelecimentos comerciais situados nas imediações. “Duas delas, inclusive, já estão ocas, apresentando alto sinal de necrose, além do problema de broca, um inseto altamente nocivo que ataca os pontos de transporte da seiva da árvore. Somado a isso, a madeira ‘morta’ estava infestada por cupins”, informou a Sedema quando iniciou o trabalho de supressão das árvores em fevereiro.
 
Menten afirmou que, após o corte das seringueiras, será elaborado estudo para definir o novo projeto paisagístico da praça da Boyes. “Nossa ideia é dar nova vida à praça, aproveitando as espécies já existentes, harmonizando-as com o plantio de novas árvores, estas adequadas ao perímetro urbano. Além disso, os galhos e troncos das seringueiras serão utilizados na produção de compostagem e adubo orgânico usado no Viveiro de Mudas da Sedema.”