Segurança nas urnas

“Dificilmente alguém duvidaria de sua credibilidade e segurança”

De 1996 para cá, quando foi implantado o voto eletrônico no Brasil, muito se debateu sobre a segurança das urnas eletrônicas. Mesmo a cinco dias das eleições majoritárias de 2018, a Justiça Eleitoral e a nossa democracia ainda são colocadas “em cheque” por diversos especialistas, candidatos e até eleitores.

Todo ano de eleição é assim, porém, para garantir a credibilidade das urnas eletrônicas, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) realiza testes de segurança nestes equipamentos na presença de especialistas, autoridades, representantes de partidos políticos, eleitores e imprensa como o que ocorreu ontem, em Piracicaba, na 93ª Zona Eleitoral, pelo chefe do cartório José Antonio Capelli.
O repórter Beto Silva representou o JP durante a auditoria dos mais de 353 aparelhos que serão utilizados em mais de 300 seções eleitorais – apenas na área de atuação da ZE 93 – e pôde ver os testes para compreender a lisura do processo. Na matéria publicada na página A5 desta edição, Capelli mostrou todos os processos de codificação da urna, visualização dos candidatos e votação simulada.

Após todas as explicações e testes sobre o funcionamento da urna eletrônica, dificilmente alguém duvidaria de sua credibilidade e segurança. Porém, as redes sociais – e a internet como um todo – segue infestada de vídeos e enormes textos que tem a intenção de “denegrir” a imagem do sucesso que é a democracia brasileira, principalmente por postagens de candidatos alegando que “se não vencer a eleição, a votação foi uma fraude”. Só mostra o quanto ainda somos imaturos politicamente, mesmo estando tecnologicamente – no que se refere a votação por urna eletrônica – muito a frente de países desenvolvidos.

Neste momento crucial em que muitos dos eleitores indecisos começam a buscar os nomes de seus candidatos, é preciso ir mais além do que apenas questionar o modo como funciona o nosso sistema de votação. É necessário que os políticos realmente comecem a discutir propostas e o futuro da Nação brasileira, ao invés de ficarem “metralhando” acusações entre si e dificultando ainda mais as escolhas dos cidadãos.

O que precisamos é ser menos hipócritas, acreditar mais em nós mesmos, e votar de forma consciente, pensando no futuro de nossa Nação.

(Felipe Poleti )