Sem Carnaval de rua em Piracicaba, escolas realizam evento popular no Engenho

Jose-Luiz-Ganino Ganino: “o retorno do Carnaval foi programado para 2020” (Crédito: Amanda Vieira/JP)

Em parceria com a SemacTur (Secretaria Municipal da Ação Cultural e Turismo), representantes das cinco escolas de samba de Piracicaba – Ekyperalta, Amigos da Rua do Porto, Acadêmicos do Caxambu, Estrela de Prata e Unidos Cidade Alta – realizam a partir de amanhã (1º) até terça-feira (5) o Carnaval Popular, no Largo dos Pescadores e no Engenho Central. Sem desfile de rua desde 2017, pautado em acordo com a prefeitura em outubro daquele ano, as escolas de samba passaram a organizar eventos anuais, com o objetivo de se estruturarem para o retorno em 2020. “Fizemos um acordo de que não teria Carnaval de rua em 2018 e que poderia ter em 2019, mas o retorno foi programado para 2020”, explica José Luiz Ganino, presidente da Escola Acadêmicos do Caxambu e representante dos demais grêmios.

Segundo a assessoria de imprensa da SemacTur, como não está havendo repasse de subvenção, as escolas foram autorizadas a tomar conta das praças de alimentação dos eventos – Pira Caipira, Dia Nacional do Samba e Carnaval Popular – relacionados ao samba no município, desde o final de 2017.  As escolas realizam a prestação de contas, que mostram as seguintes arrecadações: Pira Caipira 2017 – R$ 1.082,77; Pira Caipira 2018 – R$ 13.677,45; Dia Nacional de Samba 2017 – R$ 7.223,80; Dia Nacional do Samba 2018 – R$ 380,05; Carnaval 2018 – R$ 28.388,69. “No total, arrecadamos cerca de R$ 50 mil, que dá de R$ 8 mil a R$ 10 mil para cada escola. A previsão é manter essa arrecadação em 2019”, afirma Ganino.

2. De acordo com a assessoria, a SemacTur tem acompanhado as escolas no processo de formalização da Acesp (Associação Cultural das Escolas de Samba de Piracicaba), criada em abril de 2016. “Estamos em fase de regularização. Com a Acesp vamos ter força perante o poder público”, acredita Ganino, cuja escola foi bicampeã nos nos dois últimos desfiles realizados na avenida Armando de Salles Oliveira.

Para José Ganino, uma opção de recurso para as escolas seria a prefeitura substituir as subvenções por premiações. “Essa é minha opinião. O valor, que poderia começar pelo mesmo da último repasse, que foi de R$ 70 mil para cada escola, seria entregue como prêmio após os desfiles, sendo que poderia ser antecipado um percentual antes, para iniciar os preparativos”, explica.

Embora admita que sem contrapartida da prefeitura as possibilidades de acontecer o evento de rua sejam mínimas, Ganino diz estar confiante. “Estamos empenhados e acreditamos na realização do Carnaval em 2020, no Engenho Central”, enfatiza.

(Eliana Teixeira)